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Notícias

13/10/2014

Um quarto virá de MT

Pela quarta safra consecutiva, Mato Grosso será o maior produtor nacional de grãos e fibras. Para a safra 2014/15 a projeção é de rompimento do teto – e do recorde anterior – de 50 milhões de toneladas. Os números fazem parte do primeiro levantamento do novo ciclo, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Se a estimativa se confirmar, o Estado amplia a sua participação na oferta global nacional, com um quarto do volume da nova safra. Ou seja, dos 201,64 milhões de toneladas para o país – que também rompe o teto das 200 milhões t – o Estado vai ofertar 50,19 milhões, volume que equivale a 24,90% do total. No ano passado, Mato Grosso colheu 47,70 milhões t de um saldo brasileiro de grãos e fibras de 195,40 milhões t, o equivalente a 24,42%.

Mais uma vez, a soja será o alicerce do recorde, bem como a commodity de maior importância na participação do Estado no total nacional. Mato Grosso segue como o maior produtor de soja do país e deverá ofertar sozinho um terço da previsão do grão para o próximo ano. De acordo com os números apresentados na última quinta-feira (09), a produção da oleaginosa deverá somar – recorde – de 28,29 milhões t, 7% maior que o volume da safra 2013/14, com 26,44 milhões t. No País, a projeção é de 92,40 milhões t, sendo Mato Grosso produtor de 30,62% do total brasileiro.

Somente a soja representará 44% do total de 50,19 milhões t previstas para o novo ciclo mato-grossense.

Em relação ao milho, cultura de segunda safra no Estado, Mato Grosso também matem o posto de maior produtor nacional, mas o cereal deve contabilizar o segundo ano de ‘freio’ na sua expansão. Ao contrário do recorde de mais de 22 milhões t há duas safras, a Conab e o Mapa apontam para um crescimento anual de 3,2%, com a produção estimada em 18,19 milhões t ante um saldo de 17,62 da safrinha 2014. A projeção de área plantada segue inalterada nesse primeiro levantamento, em 3,23 milhões de hectares.

O algodão, cultura em que o Estado também é líder nacional de produção, por ser uma cultura largamente utilizada como opção de segunda safra no Estado, também deverá refletir o momento difícil das cotações internacionais. Nesse primeiro levantamento, a produção mato-grossense de pluma deve encolher cerca de 1,7% em relação a última safra, recentemente encerrada no Estado. A oferta local que influi bastante no mercado nacional da fibra – já que Mato Grosso chega a ofertar quase 60% da produção brasileira – deve passar de 1 milhão t para cerca de 988,7 mil t. Entre as três principais commodities do Estado, somente a soja segue em ascendência apesar do cenário de preços e custo alto que deverá limitar, e muito, a renda desta safra.

A área plantada no Estado deve atingir, em um cenário mais otimista, 13,76 milhões de hectares, cerca de 3,3% acima do registrado no ciclo 2013/14, 13,32 milhões.

BRASIL – “Os números são positivos e apresentam a grande produção que teremos para a próxima safra, com destaque para a soja que terá um crescimento entre 3,2 a 7,3% ou o equivalente a 2,71 a 6,28 milhões de toneladas”, explicou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Seneri Paludo.

Neste primeiro levantamento, as lavouras estão em fase inicial de plantio. Poderá ocorrer, no entanto, alterações na produtividade ao longo da evolução das culturas, devido aos efeitos das condições climáticas e fitossanitárias.

A estimativa para o plantio deve variar entre 56,23 a 58,34 milhões de hectares, com um intervalo de menos 1,2 a um aumento de 2,5% em relação à safra 2013/14, que totalizou 56,94 milhões de hectares. A variação se deve também à soja que pode crescer de 1,4 a 5,5%, o que equivale a 426,8 e 1.663,6 mil hectares.

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