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Notícias

17/10/2014

Soja sobe mais de 8% em Paranaguá e, em Rio Grande, bate nos R$ 60

O preço da soja com entrega para maio/15 subiu mais de 8% na quinta-feira (16) no porto de Paranaguá e fechou o dia a R$ 59,50 por saca. No terminal de Rio Grande, a alta foi de 2,20% e o valor, enfim, superou os R$ 60,00 por saca, fechando os negócios a R$ 60,40. No porto gaúcho, a soja disponível encerrou valendo R$ 61,50.

Na maior parte das praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas, os preços também apresentaram valorização. Em São Gabriel do Oeste/MS, a oleaginosa subiu 3,85% e fechou o dia a R$ 56,60; alta de 1,82% em Cascavel/PR, com R$ 55,50 e de 4,04% em Luís Eduardo Magalhães, onde o preço subiu para R$ 51,50.

Essa expressiva alta dos preços refletiu uma junção de fatores. Os preços na Bolsa de Chicago voltaram a subir nesta sessão e fecharam com altas de dois dígitos nos principais vencimentos de mais de 12 pontos. Assim, o contrato maio/15, referência para a safra brasileira, se aproximou dos US$ 10,00 por bushel, encerrando o pregão a US$ 9,90.

Ao mesmo tempo, o dólar também registrou um dia positivo nesta quinta-feira (16) e fechou a R$ 2,46, com alta de 0,28%. A moeda norte-americana chegou a bater nos R$ 2,51 ao longo da sessão e registrou o terceiro fechamento em alta consecutivo.

Segundo analistas, o avanço do dólar, mais uma vez, foi motivado pelo quadro de maior aversão ao risco no mercado financeiro mundial, com investidores migrando para ativos mais seguros, e pela proximidade de Dilma Rousseff do candidato Aécio Neves nas pesquisas eleitorais no Brasil.

Complementando o quadro positivo para a formação dos preços no Brasil estão os prêmios positivos nos portos. Em Paranaguá, para abril/15 e maio/15 o valor é de 68 cents de dólar positivos, para março/15 90 centavos e para novembro/14, quando a disponibilidade de soja é mais restrita, o prêmio é de 95 centavos de dólar.

 

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago, os preços da soja recuperaram boa parte das perdas da sessão anterior e um dos principais fatores de estímulo aos preços foi a recompra de posições por parte dos fundos. Além disso, o mercado também observou as condições de clima adverso no Brasil, que tem travado o plantio da nova safra de soja.

Segundo Mike McGinnis, editor de mercado do site norte-americano Agriculture.com, os problemas de clima no Brasil provocando um atraso no plantio da nova safra e um movimento de compras por parte dos fundos de investimentos dá suporte às cotações neste pregão.

"O mercado está de olho nesses 'soluços' que o plantio no Brasil tem dado, o que é positivo para os preços. Além disso, os investidores estão deixando os mercados de ações e migrando para as commodities agrícolas nesse momento, então, um movimento de compra está acontecendo, e isso dá suporte ao mercado", afirma McGinnis.

Aos poucos, porém, as preocupações com as adversidades climáticas nos Estados Unidos começam a perder força. A situação já é bem melhor no Meio-Oeste americano, as chuvas já se distanciaram dos estados produtores do Corn Belt e o ritmo da colheita está sendo retomado, tanto para a soja quanto para o milho.

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