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Notícias

12/11/2014

IBGE prevê safra de grãos 2,5% maior no 1º prognóstico de 2015

Em outubro de 2014, o IBGE realizou o primeiro prognóstico de área e produção para a safra de 2015. A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2015 foi estimada em 198,3 milhões de toneladas, 2,5% superior ao total obtido na safra colhida em 2014.

Já a décima estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 193,5 milhões de toneladas, superior 2,8% à obtida em 2013 (188,2 milhões de toneladas), e maior 16.050 toneladas na comparação com o levantamento de setembro de 2014. A estimativa da área a ser colhida é de 56,2 milhões de hectares, apresentou acréscimo de 6,3% frente à área colhida em 2013 (52,8 milhões de hectares) e de 0,4% em relação ao mês anterior. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que somados representaram 91,4% da estimativa da produção e responderam por 85,0% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 660 hectares na área de arroz e de 8,3% na área da soja. O milho teve sua área a ser colhida reduzida em 0,7%. No que se refere à produção, houve acréscimos de 3,4% para o arroz, 5,6% para a soja e diminuição de 2,7% para o milho, quando comparado a 2013. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada em www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa.

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 82,1 milhões de toneladas; Região Sul, 72,3 milhões de toneladas; Sudeste, 17,8 milhões de toneladas; Nordeste, 15,8 milhões de toneladas e Norte, 5,5 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, foi constatado incremento de 10,0% na Região Norte, de 32,2% na Região Nordeste e de 4,7% na Região Centro-Oeste. As Regiões Sul e Sudeste apresentaram, respectivamente, diminuição de 1,1% e 9,8% em relação à produção do ano anterior. Nessa avaliação para 2014, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 24,4%, seguido pelo Paraná (18,5%) e Rio Grande do Sul (15,6%), que somados representaram 58,5% do total nacional previsto.

Estimativa de outubro em relação a setembro
Na estimativa de outubro em relação a setembro destacaram-se as variações nas estimativas de produção do café canephora (4,0%), sorgo (3,2%), algodão herbáceo (1,8%), café arábica (-0,5%), feijão 3ª safra (-2,4%), feijão 1ª safra (-2,6%), feijão 2ª safra (-4,5%), trigo (-5,2%) e cana-de-açúcar (-7,1%).

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – Apesar das adversidades climáticas enfrentadas pelos principais estados produtores de algodão do país, Mato Grosso e Bahia, o encerramento da colheita, observado neste mês, demonstra que a produção não foi afetada. Com rendimento médio decrescendo 0,1% frente ao mês anterior, alcançando 3.729 kg/hectare, a estimativa da produção nacional é de 4,2 milhões de toneladas.

CAFÉ (em grão) – A produção brasileira de café em 2014 alcançou 2,7 milhões de toneladas ou 45,5 milhões de sacas de 60 kg. O destaque mensal foi o crescimento de 4,0% na produção do canephora, reflexo, principalmente, da estimativa da safra baiana, que no mês foi reavaliada com aumento de 40,7% em relação ao mês anterior. Acre e Rondônia também apresentaram crescimento de 55,5% e 0,6% na produção, respectivamente, enquanto Ceará e Minas Gerais, registraram declínio de 12,5% e 0,8%, respectivamente. Espírito Santo, principal produtor de canephora com participação de 74,5% do total nacional, este mês reajustou sua produção em 0,8%, após constatação de aumento de 0,6% no rendimento médio e 0,1% na área colhida.

Quanto ao café arábica, a safra 2014 foi acometida pelos efeitos negativos de uma conjuntura de preços excessivamente baixos que, na fase de tratos culturais e adubação, desestimulou investimentos e, pelo clima seco e quente, principalmente, no início deste ano, nas principais regiões produtoras. Ao todo, o país produziu 1,9 milhão de toneladas deste tipo de café, ou 32,1 milhões de sacas de 60 kg.

CANA-DE-AÇÚCAR – Com a pior estiagem já enfrentada nos últimos anos, São Paulo, principal produtor da cultura com 51,5% da participação nacional, informou que o rendimento da cana-de-açúcar caiu 11,5%, de 80.200 kg/ha para 71.000 kg/ha. Consequentemente, a produção do estado foi reavaliada para 358,3 milhões de toneladas. Em âmbito nacional, o impacto desta estiagem foi ressentida no rendimento médio, 6,5% menor quando comparado com o mês anterior, trazendo o valor para 70.157 kg/ha. Em números absolutos, a produção decaiu 53,1 milhões de toneladas este mês em relação ao anterior, tendo sido apurado, de forma mais definitiva, os efeitos da seca nas áreas produtoras, sendo a atual produção de 695.944.271 toneladas.

FEIJÃO (em grão) total – A estimativa para a área plantada com feijão aumentou 1,1% em outubro de 2014, em relação ao mês de setembro. A produção variou negativamente (3,4%), acompanhando o rendimento médio que também diminuiu 3,5%. Neste levantamento, os maiores produtores são Paraná com 25,5%, Minas Gerais com 17,6% e Bahia com 7,6% de participação na produção nacional.

FEIJÃO (em grão) 1ª Safra – A 1ª safra nacional de feijão está estimada em 1.429.185 toneladas, o que representa uma queda de 2,6% frente à estimativa de setembro. A área plantada aumentou 0,3% e o rendimento médio diminuiu 2,7%. Nesta estimativa de outubro, os maiores produtores desta safra de feijão são Paraná (29,5%), Minas Gerais (14,1%) e Goiás (9,3%).

FEIJÃO (em grão) 2ª Safra – A estimativa da produção nacional de feijão 2ª safra totaliza, pelo levantamento de outubro, 1.377.525 toneladas, 4,5% menor que a estimativa de setembro. A área plantada de 1.328.937 hectares é 2,5% maior que a última estimativa.

Os dois estados maiores produtores, Paraná e Mato Grosso, repetiram os dados de setembro.

FEIJÃO (em grão) 3ª Safra – Juntamente com a diminuição de 1,6% na estimativa do rendimento médio e de 0,9% na área a ser colhida, a expectativa de produção caiu 2,4% ficando em 450.594 toneladas.

SORGO (em grão) total – A produção de sorgo do país alcançou 1,9 milhão de toneladas em 2014, crescimento de 3,2% frente ao mês anterior, sendo reflexo da área colhida que aumentou 4,3%, já que o rendimento médio declinou 1,1%. Goiás, maior produtor brasileiro, com participação de 43,9% do total, aumentou sua produção em 9,1%, constatando incremento de 9,9% na área colhida, apesar de redução de 0,7% no rendimento médio.

TRIGO (em grão) – A estimativa de produção do mês para a safra 2014 é de 7.467.880 toneladas, com um rendimento médio esperado de 2.698 kg/ha, menores, respectivamente, em 5,2% e 6,7%, quando comparados aos dados do mês anterior. Já a área plantada, de 2.768.439 hectares, encontra-se 1,6% maior. A região Sul, responsável por 93,7% da produção nacional, aguarda uma produção de 6.998.528 toneladas, com um rendimento médio esperado de 2.670 kg/ha, menores, respectivamente, 6,8%, e 7,4%, quando comparados aos dados do mês anterior.

Estimativa de outubro em relação a 2013
Dentre os 26 principais produtos, 16 apresentaram variação percentual positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (24,8%), amendoim em casca 2ª safra (39,6%), arroz em casca (3,4%), batata-inglesa 3ª safra (31,4%), cacau em amêndoa (9,7%), café em grão - canephora (23,7%), cebola (6,9%), cevada em grão (3,8%), feijão em grão 1ª safra (31,0%), feijão em grão 2ª safra (4,0%), laranja (3,2%), mamona em baga (217,2%), mandioca (10,1%), milho em grão 2ª safra (2,8%), soja em grão (5,6%) e trigo em grão (30,6%). Com variação negativa foram dez produtos: amendoim em casca 1ª safra (14,3%), aveia em grão (1,9%), batata-inglesa 1ª safra (0,8%), batata-inglesa 2ª safra (6,3%), café em grão - arábica (15,2%), cana-de-açúcar (5,9%), feijão em grão 3ª safra (13,5%), milho em grão 1ª safra (10,0%), sorgo em grão (7,8%) e triticale em grão (2,3%).

Os incrementos de produção mais significativos, em números absolutos, superando a 1,0 milhão de toneladas, na comparação com a safra 2013, ocorreram para os produtos: soja (4.581.310 t), mandioca (2.138.622 t), trigo (1.750.077 t) e milho em grão 2ª safra (1.282.742 t). Nesta comparação anual, a maior variação negativa, em números absolutos, foi observada para a cana-de-açúcar (-43.322.771 t) e o milho em grão 1ª safra (-3.431.188 t).

Perspectivas para a safra de 2015
Em outubro de 2014, o IBGE realizou o primeiro prognóstico de área e produção para a safra de 2015. Os números das regiões e estados onde a pesquisa foi realizada foram somados às projeções obtidas a partir das informações de anos anteriores, para as Unidades da Federação que ainda não dispõem de dados iniciais. As informações de campo representam 61,9% da produção nacional prevista, enquanto as projeções respondem por 38,1% do total agora estimado.

Dentre os seis produtos de maior importância, analisados para a próxima safra de verão, cinco apresentam variações positivas na produção: feijão 1ª safra (11,0%), amendoim (em casca) 1ª safra (10,7%), soja (9,0%), arroz (em casca) 1,4% e o milho 1ª safra (0,3%). Somente o algodão herbáceo apresenta variação negativa na produção (-8,0%).

Com relação à área prevista, apresentam variação positiva o feijão 1ª safra (5,5%), a soja (1,6%), o amendoim 1ª safra (0,4%) e o arroz (0,7%) e, variação negativa, o algodão herbáceo (-7,8%) e o milho (-0,2%).

Neste primeiro prognóstico, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2015, foi estimada em 198,3 milhões de toneladas, 2,5% superior ao total obtido na safra colhida em 2014. Este aumento deve-se às maiores produções previstas para a Região Nordeste (+16,1%), Sudeste (+7,9%) e Sul (+5,3%), em face dos produtores aumentarem em 9,0% a estimativa de produção da soja, reflexo de aumentos de 1,5% na área plantada e de 7,2% no rendimento médio esperado, perfazendo um total de 7,7 milhões de toneladas a mais que a safra de 2014.

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – O mercado internacional de algodão ainda reflete a queda de preço observado nas últimas quatro safras, reflexo, principalmente, da política de subsídio chinês que busca aumentar a produção interna em detrimento das importações. Com previsão de preços baixos, altos custos e bons preços ofertados para a soja, commodity concorrente, estima-se nova redução da área plantada. Para a safra 2015, espera-se 1,1 milhão de hectares de algodão, redução de 7,9% frente a 2014. A redução na produção nacional é de 8,0%, comparado com a safra 2014, ficando a produção estimada em 3,9 milhões de toneladas. O principal responsável pela redução da área estimada é a Bahia que, possivelmente, plantará 41.570 hectares a menos que no ano de 2014, representando redução de 12,2%, ficando a área total estimada em 300 mil hectares.

ARROZ (em casca) – O primeiro prognóstico para a safra 2015 é de uma produção de 12.333.403 toneladas, numa área plantada de 2.368.894 hectares e um rendimento esperado de 5.211 kg/ha, maiores, respectivamente, 1,4%, 0,5% e 0,7%, quando comparados aos da safra anterior. Para as primeiras estimativas levantadas, o Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, deverá contribuir com cerca de 69,9% da produção desse cereal.

FEIJÃO (em grão) 1ª safra – A primeira estimativa da área a ser plantada é de 1.797.343 hectares, é 2,9% menor que a de 2014, refletindo os baixos preços obtidos pelos produtores nas safras anteriores. Já na área a ser colhida, estima-se um crescimento de 5,5%, pois em 2014, muitas lavouras da Região Nordeste foram afetadas pela seca. O rendimento médio deve apresentar um crescimento de 5,2%, desde que as condições climáticas favoreçam o desenvolvimento da cultura. Em relação a produção do feijão 1ª safra para 2015, a previsão é de 1.586.386 toneladas, sendo 11,0% maior que a safra 2014. O crescimento recuperará, em parte, a perda de produção ocorrida em 2014. O maior produtor para esta safra é o Paraná com 23,2% da produção nacional.

MILHO 1ª Safra (em grão) – Os baixos preços praticados durante a safra 2014 e a falta de expectativa de sua recuperação durante a safra 2015 deve retrair a estimativa de área plantada em 4,4%, fazendo com que o valor seja de 6,1 milhões de hectares. Porém, com a elevação da estimativa de rendimento médio em 0,5% espera-se uma elevação de 0,3% da produção para 30,8 milhões de toneladas em relação ao ano de 2014.

Os destaques da produção ficam por conta de Minas Gerais, com 6,2 milhões de toneladas; Rio Grande do Sul, com 5,4 milhões de toneladas; e Paraná, com 4,6 milhões de toneladas.

SOJA (em grão) – Apesar da ligeira retração do preço da soja, em comparação com a safra passada, o preço ainda é atrativo para os produtores, que apostam na cultura e, assim, estimam ampliação da área plantada em 1,5%, ficando a mesma com 30,7 milhões de hectares. A expectativa é que a produção se eleve em 9,0%, o que representa 94,0 milhões de toneladas, devido, principalmente, à ampliação da estimativa do rendimento médio para 3.065 kg/ha ou 7,2% a mais que a safra anterior. Neste primeiro prognóstico, aguarda-se que Mato Grosso se mantenha como principal produtor nacional, seguido pelos estados do Paraná e Rio Grande do Sul, com produções de 26,8 milhões, 17,4 milhões e 14,4 milhões de toneladas, respectivamente.

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por intermédio das Comissões Municipais (COMEA) e/ou Regionais (COREA); consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA) e posteriormente, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (CEPAGRO) constituída por representantes do IBGE e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA).

Em atenção a demandas dos usuários de informação de safra, os levantamentos para Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) foram realizados em estreita colaboração com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), continuando um processo de harmonização das estimativas oficiais de safra, iniciado em outubro de 2007, para as principais lavouras brasileiras.

Fonte: