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24/11/2014

MT quadruplicou valor

De 2002 a 2012, Mato Grosso quadruplicou o Produto Interno Bruto (PIB), ao passar de R$ 20,94 bilhões para R$ 80,83 bilhões, conforme dados apresentados recentemente pelo IBGE. O incremento relativo é de 285,98% no período, atrás apenas da expansão registrada no Espírito Santo, 301,13%, cujo saldo variou de R$ 26,75 bilhões para R$ 107,32 bilhões. No país, o crescimento foi de quase 98%, com o total da riqueza interna passando de R$ 1,47 trilhão para R$ 4,39 trilhões.
 
Todos os quatro estados do Centro-Oeste registram expansão de mais de 200% no período. Mato Grosso Sul chegou em 2012 com PIB de R$ 54,47 bilhões, Goiás, R$ 123,96 bilhões e o Distrito Federal, R$ 171,23. Em percentual o crescimento foi de 259,46%, 231,21% e de 205,02, respectivamente. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos por um país, estado ou município.
 
Nessa série do IBGE, em apenas um ano, em 2006, o PIB mato-grossense retraiu, passou de R$ 37,46 bilhões em 2005 para R$ 35,25 bilhões. A queda foi reflexo direto da crise de renda do agronegócio na safra 2004/05, quando o custo de produção aumentou significantemente e a doença fúngica, ferrugem asiática, comprometeu parte da oferta estadual. Ainda avaliando o período, o maior salto do PIB ocorreu de 2010 para 2011, quando se adicionou mais de R$ 11,81 bilhões ao saldo, que passou de R$ 59,60 bilhões para R$ 71,41 bilhões. Esse ganho se explica pela retomada do vigor estadual – capitaneado pelo agronegócio e pelo segmento de serviços (setor esse último que se move em boa parte pelos dividendos gerados pelo campo) – após a crise de liquidez nos Estados Unidos. A recuperação da economia mundial, após 2008, ampliou as demandas por alimentos e o Estado voltou à cena como um importante exportador. Se a demanda amplia, os preços internacionais também se revigoram e aumentam ganhos.
 
VIGOR – Depois de um 2010 decepcionante, quando o Estado – conhecido pela pujança asiática do PIB – teve o pior crescimento do PIB no país, em 2011 emplacou o maior aumento do Brasil, quase 20% e no ano seguinte, 2012 – dado mais recente do IBGE – manteve a performance de expansão em dois dígitos, registrando alta de 13,19%. O grande diferencial desse ano foi o preço histórico da soja, tanto no mercado internacional quanto no nacional. A oferta menor que a demanda e sustentação de uma demanda firme elevaram os preços e fizeram diferença na geração da riqueza no Estado.
 
Avaliando apenas o desempenho de 2012, Mato Grosso registra a segunda maior evolução anual, 13,19%, atrás do Amapá, com 16,18%. No entanto, Mato Grosso passou de R$ 71,41 bilhões para R$ 80,83 bilhões. O Amapá ampliou o PIB de R$ 8,96 bilhões para R$ 10,42 bilhões. Mato Grosso avançou também na participação do PIB nacional, recuperando o 1,8% que haviam se perdido há alguns anos. Com receita de R$ 80,83 bilhões, o Estado registrou o 14º maior PIB do Brasil, mantendo posição conquistada em 2011.
 
O Estado, apesar do incremento em receita e em participação, é o único da região com a maior parte do Valor Adicionado (VA) originado mais no campo do que na indústria. “Infelizmente, nosso Estado vem perdendo participação no VA da indústria, num claro reflexo de desindustrialização”, destaca o economista da PR Consultoria, Carlos Vitor Timo Ribeiro. Mato Grosso que é o maior produtor de grãos e fibras do país, registra 28,6% do seu PIB formado pelo VA agropecuário, 55,7% vindo de Serviços e 15,8% da indústria.
 
RENDA – Com PIB de R$ 80,83 bilhões e população de pouco mais de 3,11 milhões de habitantes, Mato Grosso tem a 2ª da região e a 6ª maior renda per capita do país, com R$ 25,94 mil, acima dos R$ 22,64 da média nacional.
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