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Notícias

05/12/2014

Estradeiro da BR-163 constata evolução no primeiro dia

Os integrantes da expedição Estradeiro da BR-163 depararam-se com praticamente apenas cinco quilômetros da rodovia sem pavimento no trecho de cerca de 600 Km percorridos durante o primeiro dia de viagem, na quarta-feira (03).
 
O grupo de pouco mais de 20 pessoas deixou Sinop, cruzou a fronteira com o Pará e pernoitou em Novo Progresso, na jornada rumo ao porto de Santarém, fim do percurso. Em 2013, no mesmo pedaço da via, ainda faltavam mais de 20 Km a serem pavimentados, incluindo a passagem pela Serra do Cachimbo, antes da divisa.
 
“O trecho está muito bom, quase todo praticamente pronto. Resta ver daqui pra frente, onde tem cerca de 300 Km sem asfalto ainda, até Santarém. Estou em Sinop há 25 anos, e desde quando cheguei, escuto a promessa desta rodovia. Agora, está mais perto”, comentou o produtor rural e membro da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Célio Lauri Riffeu.
 
De Guarantã do Norte (712 Km de Cuiabá) até Novo Progresso, segundo município do Pará cortado pela BR-163, a rodovia foi dividida em cinco lotes para a conclusão das obras. Um dos trechos que apresentou maior preocupação, de acordo com o professor de engenharia de tráfego e membro do Núcleo de Estudos de Logística e Transporte (NELT) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Miguel de Miranda, foi justamente o que percorre a Serra do Cachimbo, ainda no Estado, até a divisa com o Pará.
 
“Neste trecho, a única coisa que avançou foram os defeitos. Há um problema grave de drenagem subterrânea nos cortes. Tecnicamente, a sub-base não foi feita corretamente, com uma camada de 40 centímetros, como seria o correto, e, por isso, você já pode ver aquele ‘jogo de xadrez’ (remendos em diversos pontos) na pista. Foi um erro de projeto que não vai ser resolvido. Quando começar a passar o volume de caminhões esperado na safra, aquele pavimento não vai aguentar”, apontou.
 
O professor, que acompanha o Estradeiro como membro do NELT, referiu-se a um trecho de 54 Km cuja pavimentação foi feita pelo Exército. Conforme ele, a sub-base colocada no processo de drenagem dos cortes foi de apenas 20 centímetros. “A vida inteira vai ter problema ali”, disse.
 
Na última safra, por esta rota de escoamento, passaram 2,5 milhões de toneladas de grãos, carregados por caminhões com 40 toneladas/dia cada um. Para a safra 2014/2015, a expectativa é que o montante suba para 6 milhões de toneladas – 2 milhões de toneladas para o porto de Santarém e outras 4 milhões de toneladas para a Estação de Transbordo de Miritituba (balsas) –, o que representa o tráfego de 260 caminhões/dia e um sentido da rodovia.
 
Nesta quinta-feira (04), o grupo seguiu para conhecer o porto de Miritituba, onde o carregamento é embarcado nas balsas e levado até o rio Pará, para atingir o porto de Vila do Conde, em Bacarena. A expectativa é pernoitar na cidade de Itaituba, do outro lado do rio Tapajós. Até lá, a comitiva deve enfrentar ao menos 70 Km de estrada sem pavimento. A chegada a Santarém está prevista para o meio-dia da sexta-feira (05), onde será feita a visita do terminal da Cargill.
 
Formam o atual Estradeiro, dirigido pelo Movimento Pró Logística, a Aprosoja-MT, a UFMT, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, uma empresa de sementes de Tocantins, uma empresa brasileira de hidrovias e representante da concessionária do terminal ferroviário de Rondonópolis.
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