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Notícias

11/12/2014

Em novembro, IBGE prevê safra 3,3% maior que a de 2013

Estimativa de NOVEMBRO de 2014
194,5 milhões de toneladas
 
Variação Novembro / Outubro 2014
0,5% (1 milhão de toneladas)
 
Variação Safra 2014 / Safra 2013
3,3% (+ 6,3 milhões de toneladas)
 
2º Prognóstico Safra 2015
202,1 milhões de toneladas (+3,9%)
 
A décima primeira estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 194,5 milhões de toneladas, superior 3,3% à obtida em 2013 (188,2 milhões de toneladas) e maior 0,5% na comparação com o levantamento de outubro de 2014. A estimativa da área a ser colhida é de 56,4 milhões de hectares, apresentou acréscimo de 6,7% frente à área colhida em 2013 (52,8 milhões de hectares) e de 0,4% em relação ao mês anterior. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que somados representaram 91,2% da estimativa da produção e responderam por 84,9% da área a ser colhida. Em relação a 2013, houve acréscimos de 935 hectares na área de arroz e de 8,4% na área da soja. O milho teve sua área a ser colhida reduzida em 0,1%. No que se refere à produção, houve acréscimos de 3,3% para o arroz, 5,6% para a soja e diminuição de 1,9% para o milho, quando comparado a 2013. A publicação completa do LSPA pode ser acessada em www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa.
 
Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 83,1 milhões de toneladas; Região Sul, 72,2 milhões de toneladas; Sudeste, 17,9 milhões de toneladas; Nordeste, 15,8 milhões de toneladas e Norte, 5,5 milhões de toneladas.
 
Comparativamente à safra passada, foi constatado incremento de 10,6% na Região Norte, de 31,9% na Região Nordeste e de 5,9% na Região Centro-Oeste. As Regiões Sul e Sudeste apresentaram, respectivamente, diminuição de 1,2% e 9,3% em relação à produção do ano anterior. Nessa avaliação para 2014, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 24,3%, seguido pelo Paraná (18,4%) e Rio Grande do Sul (15,5%), que juntos somam 58,2% do total nacional previsto.
 
 
Estimativa de novembro em relação a outubro
 
No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de novembro destacaram-se as variações nas seguintes estimativas de produção, comparativamente ao mês de outubro: sorgo (18,3%), feijão 3ª safra (4,4%), batata 2ª safra (1,4%), milho 2ª safra (1,4%), algodão herbáceo (0,9%), trigo (-0,7%), feijão 2ª safra (-1,8%) e laranja (-11,8%).
 
ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – O algodão encerra a safra alcançando produção de 4.289.612 toneladas, sendo este valor 0,9% superior ao do mês anterior. O principal reajuste advém de Goiás após a Supervisão Estadual de Agropecuária do IBGE reajustar a área plantada e colhida em 17,6% e o rendimento em 0,4% fazendo que a produção chegasse a 263.539 toneladas, o que representa 18,2% a mais que em outubro.
 
BATATA-INGLESA 2ª safra - A estimativa de produção cresceu 1,4% em novembro em comparação com o mês anterior, em decorrência dos aumentos de 1,1% na área colhida e de 0,3% no rendimento médio. Em São Paulo, a Supervisão de Agropecuária do IBGE reajustou os dados de produção da tuberosa em 8,2% este mês, em função do aumento de 6,7% na estimativa da área colhida e de 1,3% no rendimento médio, tendo aumentado a estimativa de produção de 168.679 para 182.481 toneladas.
 
FEIJÃO (em grão) 2ª Safra - A estimativa da produção nacional de feijão 2ª safra totaliza, pelo levantamento de novembro, 1.352.088 toneladas, 1,8% menor que a estimativa de outubro. A área plantada de 1.332.658 hectares é 0,3% maior que a última estimativa. Os dois estados maiores produtores, Paraná e Mato Grosso repetiram os dados de outubro.
 
FEIJÃO (em grão) 3ª Safra - Juntamente com o aumento de 0,7% na estimativa do rendimento médio e de 3,7% na área plantada, a expectativa de produção subiu 4,4% ficando em 470.579 toneladas. Minas Gerais apresenta-se como o maior produtor nacional para a 3ª safra com 43,7% da produção nacional, mesmo quando as investigações de campo indicam uma redução de 0,2% na área plantada e de 0,3% na produção.
 
LARANJA - As severas estiagens ocorridas em São Paulo fizeram com que o rendimento da cultura fosse afetado, reduzindo-se 16,4%, saindo de 31.097 kg/ha para 26.000 kg/ha. Tal fato fez com que a produção estadual decrescesse para 10.193.794 toneladas. Como São Paulo é o principal produtor de laranja do país, os dados nacionais sofreram impacto. A produção nacional decresceu 11,8% em relação a outubro, passando a ser de 14.828.280 toneladas, enquanto o rendimento médio reduziu 11,9%, passando a ser de 22.788 kg/ha.
 
MILHO 2ª safra (em grãos) - A produção de milho 2ª safra cresceu 1,4% em relação a outubro, passando a 48.317.601 toneladas. O reajuste foi feito após a Supervisão de Agropecuária do IBGE/Goiás reajustar positivamente a área plantada e a área colhida em 10,9%, totalizando 1.121.097 hectares. O rendimento médio do estado caiu 1,3% passando a ser de 6.244 toneladas /hectare, enquanto a produção totalizou 6.999.950 toneladas.
 
SORGO (em grão) total - A estimativa de produção do sorgo saltou 18,3% no mês quando comparado a outubro, em decorrência dos aumentos de 11,3% da área colhida e de 6,3% no rendimento médio, tendo passado de 1.910.500 para 2.259.753 toneladas. Goiás, principal produtor e responsável por 52,0% da produção do país, reviu para cima a estimativa da área plantada em 31,7%, do rendimento médio em 6,4% e da produção em 40,1%.
 
TRIGO (em grão) – A estimativa de produção do mês de novembro para a safra 2014 é de 7.419.057 toneladas, com um rendimento médio esperado de 2.662 kg/ha, menores, respectivamente, em 0,7% e 1,3%, quando comparados aos dados do mês anterior. Já a área plantada e a ser colhida encontram-se 0,7% maior.
 
 
Estimativa de novembro em relação à produção de 2013
 
Dentre os vinte e seis principais produtos, dezesseis apresentaram variação percentual positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (26,0%), amendoim em casca 2ª safra (38,8%), arroz em casca (3,3%), batata-inglesa 3ª safra (31,5%), cacau em amêndoa (9,6%), café em grão - canephora (23,7%), cebola (6,7%), cevada em grão (3,8%), feijão em grão 1ª safra (31,5%), feijão em grão 2ª safra (2,1%), mamona em baga (216,4%), mandioca (11,1%), milho em grão 2ª safra (4,2%), soja em grão (5,6%), sorgo em grão (9,0%) e trigo em grão (29,8%). Com variação negativa foram dez produtos: amendoim em casca 1ª safra (14,8%), aveia em grão (1,9%), batata-inglesa 1ª safra (0,8%), batata-inglesa 2ª safra (5,0%), café em grão - arábica (15,8%), cana-de-açúcar (6,3%), feijão em grão 3ª safra (9,6%), laranja (8,9%), milho 1ª safra (10,1%) e triticale em grão (2,3%).
 
Os incrementos de produção mais significativos, em números absolutos, superando a 1,0 milhão de toneladas, em relação à safra 2013, ocorreram para os produtos: soja (4.610.673 t), mandioca (2.347.138 t), milho em grão 2ª safra (1.936.378 t) e trigo (1.701.254 t). Nesta comparação anual, a maior variação negativa, em números absolutos, foi observada para a cana-de-açúcar (-46.494.670 t), o milho 1ª safra (-3.439.591 t) e a laranja (-1.456.196 t).
 
ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A produção de algodão herbáceo esperada para o ano de 2014 é de 4,3 milhões de toneladas, sendo 26,0% maior que a safra de 2013. Este incremento na produção deve-se, principalmente, aos preços no mercado interno e externo.
 
ARROZ (em casca) - A safra nacional de arroz de 12,2 milhões de toneladas, já se encontra colhida. Esta produção supera em 3,3% a obtida em 2013 (11.758.663 t), e as lavouras apresentaram bom rendimento médio (5.171 kg/ha), influenciado pelas condições climáticas favoráveis e pelos elevados níveis dos mananciais de irrigação na Região Sul.
 
CAFÉ (em grão) – A estimativa de produção de café do país soma 2,7 milhões de toneladas ou 45,2 milhões de sacas de 60 kg, sendo 31,9 milhões de sacas ou 70,5% do total da espécie arábica e 13,3 milhões de sacas ou 29,5% do total da espécie canephora. Assim, a safra estimada de café arábica de 1.913.080 toneladas, é menor 15,8% em relação a de 2013. Para o café canephora, a expectativa é de um aumento de produção de 23,7% em relação a 2013, com estimativa de produção de 800.999 toneladas.
 
CANA-DE-AÇÚCAR - A produção nacional de cana-de-açúcar para 2014 é menor 6,3% em relação a 2013, alcançando 692,8 milhões de toneladas. A área destinada à colheita no ano apresenta um acréscimo de 1,1%. O rendimento médio passou de 75.166 kg/ha, obtidos em 2013, para 69.651 kg/ha em 2014, queda de 7,3%. O Sudeste concentra 62,6% da produção nacional e foi negativamente influenciada por altas temperaturas e baixa precipitação, mas foi no Nordeste que se observou o maior acréscimo, em termos absolutos de volume da produção, quando comparado a 2013, sendo maior 2,5 milhões de toneladas.
 
FEIJÃO (em grão) - A estimativa de produção de feijão em 2014, somada as três safras do produto, é de 3,3 milhões de toneladas, aumento de 10,9% em relação ao ano anterior, mostrando, portanto, uma recuperação depois de dois anos consecutivos de estiagem, notadamente na Região Nordeste. A baixa oferta do produto elevou o preço do feijão que estimulou o plantio em 2014. O aumento na produção segue as variações positivas nas estimativas de área plantada (11,1%) e de área colhida (12,3%), embora o rendimento médio (1.024 kg/ha) tenha decrescido 1,3% frente ao obtido em 2013. A primeira safra do produto, estimada em 1.434.813 toneladas, participa com 44,0% da produção total. A segunda safra, 1.352.088 toneladas, participa com 41,5% e a terceira safra, de 470.579, com 14,5% da produção, com variações em relação a 2013 de, respectivamente, 31,5%, 2,1% e –9,6%.
 
LARANJA - A produção nacional de laranja está estimada em 14,8 milhões de toneladas, sendo a menor produção obtida nos últimos 25 anos da pesquisa da Produção Agrícola Municipal (IBGE-PAM), considerando-se também as informações do LSPA de 2013 e 2014. A área colhida de 650.692 hectares também é a menor. Frente a 2013, a produção é menor 8,9%, em uma área colhida menor 8,1% e com variação negativa do rendimento médio de 1,0%. A área total ocupada com a cultura sofreu uma perda de 69.011 hectares, nesta comparação.
 
MANDIOCA (raízes) - A estimativa de produção de mandioca em 23,6 milhões de toneladas é 11,1% maior que a obtida em 2013. Todas as Grandes Regiões apresentaram acréscimos nas estimativas de produção em relação a 2013. O maior acréscimo em volume da produção foi para a Região Nordeste, maior 834.516 toneladas, em termos absolutos, na comparação anual.
 
MILHO (em grão) – A redução de 1,9% na estimativa de produção nacional do milho foi influenciada, de forma marcante, pela queda de 10,1% da produção do milho 1ª safra. A área plantada com milho 1ª safra caiu 5,4% no Brasil em função da preferência em se plantar a soja, já que os preços desta leguminosa encontravam-se mais compensadores na época de plantio da safra de verão. Problemas climáticos ainda interferiram nesta primeira safra, com estimativa de área colhida menor 4,6% e rendimento médio de 5.042 kg/ha, menor 5,7% frente 2013. Quanto ao milho 2ª safra, a estimativa de produção é maior 4,2% em relação a de 2013. Este segundo período de plantio vem se consolidando como o principal da cultura de milho em grão, pois é o terceiro ano consecutivo que o volume de produção do milho 2ª safra supera o de 1ª safra. Em 2014 a participação do milho 2ª safra na produção nacional é de 61,1%.
 
SOJA (em grão) - A produção nacional da soja, recorde em 2014, alcançou 86,3 milhões de toneladas, crescendo 5,6% em relação a 2013. Esta alta foi marcada pelo incremento de área nos maiores estados produtores, especialmente no Mato Grosso, que acrescentou 677.053 hectares a sua área de soja, maior 8,5% em relação a 2013. O Paraná, segundo maior produtor nacional, apesar de também ter aumentando a área plantada em 263.035 hectares (5,5%), enfrentou problemas climáticos durante o desenvolvimento da cultura, reduzindo, assim, o rendimento médio e a produção em 11,9% e 7,0%, respectivamente.
 
TRIGO (em grão) - A expectativa é que o Brasil colha uma safra recorde de trigo em 2014, totalizando 7,4 milhões de toneladas. O crescimento esperado da produção, em relação a 2013, é de 29,8%, com aumento de 26,0% na área plantada, 26,1% na área colhida e 2,9% no rendimento médio. Destaque-se a recuperação da safra do Paraná, que aguarda uma produção de quase 3,8 milhões de toneladas, 101,5% a mais que em 2013.
 
 
Perspectivas para a safra de 2015
 
Neste segundo prognóstico, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2015, foi estimada em 202,1 milhões de toneladas, 3,9% superior à safra colhida em 2014. Este aumento deve-se às maiores produções previstas para a Região Nordeste (+18,8%), Sudeste (+10,4%) e Sul (+5,2%), em face dos produtores aumentarem em 10,5% a estimativa de produção da soja, reflexo de aumentos de 2,9% na área a ser colhida e de 7,4% no rendimento médio esperado, perfazendo um total de 9,1 milhões de toneladas a mais que a safra de 2014.
 
Dentre os seis produtos de maior importância, analisados para a próxima safra de verão, cinco apresentam variações positivas na produção: feijão 1ª safra (11,5%), amendoim (em casca) 1ª safra (18,6%), soja (10,5%), arroz (em casca) 2,9% e o milho 1ª safra (1,6%). Somente o algodão herbáceo apresenta queda na produção (-7,5%). Com relação à área prevista, apresentam alta o feijão 1ª safra (6,1%), a soja (2,9%), o amendoim 1ª safra (0,5%), o arroz (0,3%) e o milho 1ª safra (0,6%) e, variação negativa, o algodão herbáceo (-7,9%).
 
ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) - A produção estimada de algodão neste segundo prognóstico mostra elevação de 1,4% em relação ao mês anterior, totalizando 3.967.748 toneladas. Porém, este valor fica 7,5% aquém do registrado na safra 2014 que foi de 4.289.612 toneladas. A produção em primeira safra será feita principalmente por produtores que precisam honrar contratos já estabelecidos.
 
ARROZ (em casca) - O segundo prognóstico de produção (novembro de 2014) para a safra 2015 para o arroz em casca é de uma produção de 12.502.165 toneladas, com um rendimento médio esperado de 5.307 kg/ha, maiores, respectivamente, 2,9% e 2,6%, quando comparados à safra anterior. Já a área plantada de 2.356.010 hectares, mostra recuo de 1.163 hectares.
 
FEIJÃO 1ª Safra (em grão) - A segunda estimativa da área a ser plantada é de 1.814.181 hectares, sendo 2,4% menor que a de 2014, refletindo os baixos preços obtidos pelos produtores nas safras anteriores. Já na área a ser colhida, estima-se um crescimento de 6,1%, pois em 2014, muitas lavouras da Região Nordeste foram afetadas pela seca. O rendimento médio deve apresentar um crescimento de 5,1%, desde que as condições climáticas favoreçam o desenvolvimento da cultura.
 
MILHO 1ª Safra (em grão) - Minas Gerais se mantém como líder na produção do milho 1ª safra. Com estimativa de 6.075.108 toneladas, as áreas encontram-se plantadas e em fase de tratos culturais, apesar do atraso no início das chuvas que fez com que os plantios se atrasassem e se iniciassem apenas neste mês. Esta produção é 1,2% menor que no mês anterior, contudo, a produção ainda é maior que a da safra de 2014 em 5,5%, devido a uma expectativa mais positiva quanto ao rendimento médio que, foi elevado para 5.942 toneladas/ha, 8,1% a mais que a safra 2014. Estima-se para esse estado a redução de 7,0% da área plantada em relação a safra anterior.
 
SOJA (em grão) – O segundo prognóstico estima produção de 95.395.785 toneladas de soja, superior em 10,5% em relação ao ano anterior. Tal crescimento se explica pela elevação da estimativa da área e do rendimento médio que foram, respectivamente, 2,8% e 7,4% maiores.
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