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Notícias

22/12/2014

Milho: Em semana volátil, preços na BM&F terminam sessão com ligeiras altas e março/15 cotado a R$ 30,85


Na BM&F, as cotações do cereal registraram intensa volatilidade nos últimos dias. No início da semana, os preços subiram fortemente e o vencimento março/15 chegou a R$ 32,10 a saca, porém, no decorrer dos dias, as cotações devolveram parte dos ganhos e fecharam a sexta-feira (19) com leves valorizações entre 0,31% e 1,29%. O vencimento março/15 era cotado a R$ 30,85 a saca.

Assim como no porto, o mercado tem sido influenciado pelo comportamento do dólar. Os investidores também observam as informações sobre o desenvolvimento da safra brasileira. Além da redução na área cultivada na safra de verão, algumas localidades sofrem com o clima irregular, como é o caso de Ijuí (RS). As estimativas iniciais apontam para uma redução de até 50% na produtividade das lavouras.

Conforme levantamento da Agroconsult, na safra de verão, a produção brasileira deverá totalizar 29,2 milhões de toneladas devido à seca em algumas localidades, especialmente no Rio Grande do Sul. Na safra passada, a safra ficou em 31,7 milhões de toneladas. No total, a safra deverá somar 78 milhões de toneladas, cerca de 2 milhões de toneladas a menos do que no ano anterior.

Mercado interno

No mercado interno brasileiro, a semana foi de pouca movimentação aos preços do milho. Os vendedores ainda adotam uma postura cautelosa, enquanto que, o câmbio buscou uma acomodação, ainda em uma semana de intensa movimentação. De acordo com levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, em Ubiratã e Cascavel, ambas no Paraná, a semana foi alta de 2,38%, com a saca do cereal cotada a R$ 21,50.

Na região de Tangará da Serra (MT), a semana foi de ganho de 2,70%, com a saca negociada a R$ 19,00, já em São Gabriel do Oeste (MS), também houve alta de 5,00%, com a saca a R$ 21,00. Na contramão desse cenário, em Campo Novo do Parecis (MT), a queda foi de 2,94% e a saca do milho é cotada a R$ 16,50.

Em Jataí (GO), os preços também recuaram e finalizaram a semana com perda de 1,15%, com a saca a R$ 21,50. No Porto de Paranaguá, o recuo foi de 1,64% e saca a R$ 30,00. Nas demais praças, a semana foi de estabilidade.

A cotação do porto tem acompanhado a movimentação do câmbio. A moeda norte-americana fechou a sexta-feira a R$ 2,6574 na venda, com alta de 0,09%. Na semana, o câmbio acumulou ganho de 0,23%. 

Bolsa de Chicago

As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram a sessão desta sexta-feira (19) em campo misto. As posições mais longas exibiram ligeiras altas entre 0,25 e 0,75 pontos. O vencimento março/15 fechou o dia a US$ 4,10 por bushel, com perda de 0,25 pontos. Em uma semana de intensa volatilidade, o contrato chegou ao patamar de US$ 4,13 por bushel.

Ao longo da sessão de hoje, o mercado do cereal exibiu um movimento de realização de lucros frente ao final de semana e depois dos ganhos registrados recentemente. Além disso, a queda observada nas cotações do trigo também contribuiu para pressionar o mercado do cereal. As cotações do trigo terminaram a semana com perdas de mais de 20 pontos nas principais posições. 

Nos últimos dias, os preços do milho foram influenciados pela valorização nas cotações do trigo. Com a decisão da Rússia em limitar as exportações do trigo tem refletido positivamente nas cotações da commodity. E, consequentemente, afeta o milho, uma vez que as duas culturas são concorrentes no mercado de ração animal.

Ainda assim, segundo informações dos sites internacionais, as vendas reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ajudaram a limitar as quedas nas cotações do cereal. Nesta sexta-feira (19), o órgão anunciou a venda de 237.268 mil toneladas do grão. Do total, 135.664 mil toneladas serão destinadas ao Japão e o restante, 101.604 mil toneladas do grão ao México. O volume deverá ser entregue aos dois países na temporada 2014/15. 

Essa é a segunda operação divulgada nesta semana pelo USDA. Nesta quinta-feira (18), o departamento anunciou a venda de 126 mil toneladas do grão para destinos desconhecidos.

Durante essa semana, outras informações também influenciaram o mercado do cereal. Na última quarta-feira (17), o noticiário internacional reportou que a China aprovou a importação do DDGs, subproduto do etanol, utilizado na produção de ração. Um fator altista aos preços do cereal, conforme destacam os analistas.

Em contrapartida, a produção de etanol nos EUA permanece aquecida. Conforme números divulgados nessa semana, a produção registrou uma elevação de 2 mil barris por dia, subindo para um novo recorde de 990 mil barris por dia. Por outro lado, os estoques registraram uma redução de 91 mil para 17,659 mil barris de etanol. Nesta temporada, a projeção do USDA é que mais de 130 milhões de toneladas do milho sejam destinados à produção do etanol no país.
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