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Notícias

06/01/2015

Série “Índia, a nova fronteira”: Mercado de soja deve abrir


Para Erick Erickson, vice-presidente do US Grains Council, é muito difícil prever quando os Estados Unidos poderão exportar milho e soja para a Índia, mas admite que isso será inevitável em algum momento. A abertura do mercado de soja é o tema dessa terceira reportagem da série especial “Índia, a nova fronteira”.

Questionado se a tecnologia avançada e a maior produtividade tende a puxar os preços das commodities para baixo, Erickson disse que existem outros itens que podem equilibrar oferta e demanda, e até trazer uma cenário altista. Ele acrescentou que os países da antiga União Soviética são outros países em que o consumo de grãos deve crescer.

"Há uma grande mudança de uma dieta baseada em arroz e trigo para uma dieta baseada em proteínas com mais gente ingressando na classe média. Isso vai requerer mais grãos para alimentar os animais. Os grãos que terão mais demanda serão milho e soja, e um volume de sorgo. Mas a soja será muito, mas muitíssimo importante. E ainda a natureza pode se voltar contra nós como aconteceu em 2012 (ano de forte seca no meio-oeste dos EUA)", enfatiza. 

Na opinião de David Hightower, a boa safra americana foi resultado de uma grande ajuda da mãe natureza. "Com talvez o melhor clima da história moderna, estamos posicionados para vir com o mercado de milho suprido e com uma oferta extra de soja. Nós já estamos vendo a demanda disparar com a queda nos preços, mas com a alta do dólar, a oferta de fora dos EUA tende a terminar antes. Enquanto devemos entrar 2015 com uma oferta maior que nos últimos 10 anos, os mercados devem ver pequenos problemas climáticos como um problema", destacou Hightower.

Especialistas tendem a concordar que a África tem um excelente potencial agrícola, mas esse potencial levaria décadas para ser explorado por conta da falta total de infraestrutura. Com a África fora do jogo até 2026, os grandes competitidores dos EUA são a Austrália, o Canadá e a América do Sul. O Brasil, especificamente, é um grande destaque porque usa somente 12% das terras aráveis e deve bater a liderança americana.​
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