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Notícias

07/01/2015

Série “Índia, a nova fronteira”: O caminho brasileiro para entrar no jogo


"Eu acredito que a natureza da competição é muito dinâmica. O Brasil tem o percalço da infraestrutura precária, mas acho que a infraestrutura vai melhorar". A afirmação é de Erick Erickson, do US Grains Council. Ele é apenas um dos muitos especialistas que apontam os gargalos que o País precisa resolver para assumir a liderança no fornecimento agrícola mundial e conquistar mercados emergentes – como Índia e países asiáticos.

O Brasil tem construído portos na região Norte que devem facilitar os embarques de grãos para a China nos próximos anos. A estrada BR-163 no Mato Grosso está sendo pavimentada e a soja de lá deve ser levada por essa via até Mirituba, no Pará. De Mirituba, vai para o porto de Santarém ou Barcarena por hidrovia. Um terceiro corredor é pelo Rio Tapajós, no Mato Grosso, está sendo construído.

"As traders estão fazendo unidades de transbordamento em Mirituba e terminais em Itaqui (Maranhão). Os custos mais altos no Brasil são com combustível e a tripulação. Mas com os preços globais de commodities caindo e o dólar subindo, as vantagens competitivas do Brasil devem crescer", afirmou Jorge Valentim, da Abrava Shipping do Rio de Janeiro ao Portal Agriculture.com.

Em uma década ou tanto, o Brasil deve provavelmente embarcar 20 milhões de toneladas através dos portos do Norte com um desafogamento substancial dos portos de Santos, São Paulo, e Paranaguá, no Paraná.

Considerando a Argentina, os problemas são mais políticos. O intervencionismo econômico na agricultura por meio de impostos e quotas de exportações diminuem as possibilidades do importante país sulamericano no mercado mundial, mas há uma fronteira agrícola gigantesca ainda a ser explorada. "Nossa produção agrícola atual é de 100 milhões de toneladas. Sem os problemas políticos, poderia chegar a 160 milhões de toneladas", acrescentou Gustavo López, diretor da consultoria Agritrend, de Buenos Aires.​
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