Skip Ribbon Commands
Skip to main content
Navigate Up
Sign In
Você está em: Skip Navigation LinksInício / Media Center / Notícias

Notícias

21/01/2015

Rabobank prevê ano favorável às carnes bovina, suína e de frango


O Rabobank prevê mais um ano favorável para as carnes brasileiras, com abertura de novos mercados e manutenção do consumo interno. “2015 promete ser um ano bastante positivo para as carnes, ainda que a expectativa de incremento expressivo nos embarques para a Rússia tenha sido abatida pela desvalorização do rublo, que inclui o país na mesma lista de incertezas sobre os rumos da economia que já abrigava a União Europeia e o Japão”, explica Adolfo Fontes, analista do Rabobank especializado em carnes.

Segundo o especialista, a possível abertura do mercado norte-americano para a carne in natura, a retomada dos envios para a China e a redução do rebanho de concorrentes diretos do Brasil, como os Estados Unidos e a Austrália são indícios de bom ano para a carne bovina.

Nesse contexto, diz Fontes, o Brasil não só tem condições de se consolidar como o maior exportador de carne bovina do planeta como deverá passar a liderar também a produção.

Para isso acontecer, segundo o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), o pecuarista tem que se conscientizar que ele é um produtor de carne, e por isso precisa estar atento às tendências do mercado nacional e internacional, para poder negociar melhor com o seu comprador e ter o produto que o consumidor deseja. “Pecuarista e frigorífico devem trabalhar de maneira sincronizada de olho nas preferências do consumo”, afirmou.

Para a carne de frango, a instituição prevê custos mais baixos (em razão da queda dos preços dos grãos) e gordas margens de lucro a quem tiver o mínimo de competência. Com os preços da carne bovina em patamares elevados, a carne de frango, que é mais barata, permanece mais valorizada do que sinalizam seus fundamentos.

O raciocínio vale para a carne suína brasileira, que no exterior tem tido maior procura em função da disseminação do vírus da PED (diarreia epidêmica suína) em outros países exportadores, como os EUA. "Os preços poderão ficar um pouco abaixo do nível do ano passado, mas serão bons", projeta Fontes.

Há possibilidade de abertura de novos mercados - como México, Coreia do Sul e Colômbia -, além da consolidação em outros pouco explorados, como Japão.
“Com o cenário global oportuno e o crescimento da demanda interna, a produção nacional deve apresentar um crescimento de 3,5%”, diz Fontes.

O analista do mercado de leite do Rabobank, o Andres Padilla, lembra que o custo da ração também está em queda na pecuária leiteira e prevê novas evoluções nesse segmento no país, onde a indústria está mais organizada.

De acordo com o presidente da Rural, o pecuarista tem sempre que focar em ganhos de eficiência e produtividade, impulsionados por tecnologia.  “O produtor não controla clima, nem preço, controla custo e tempo. Então, ele precisa produzir quantidade e qualidade com baixo custo, e para isso ele precisa além de tecnologia de uma boa gestão”, ressalta Junqueira.
Fonte: