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Notícias

28/01/2015

Paranaguá em busca da soja “perdida”


No ano em que o Brasil ampliou em quase 3 milhões de toneladas as suas exportações de soja, Santos (SP) e Paranaguá (PR) – as duas principais portas de saída dos grãos brasileiros, responsáveis por mais da metade dos embarques nacionais – tiveram queda na movimentação. Apesar da retração, o porto paulista manteve a primeira colocação, mas o terminal paranaense, que em 2013 havia perdido para Rio Grande (RS) a posição de segundo maior exportador da oleaginosa, estacionou na terceira colocação.

Com 7,5 milhões de toneladas, o Porto de Paranaguá foi novamente desbancado pelo terminal gaúcho, que escoou 8,2 milhões de toneladas da oleaginosa em 2014. Mesmo com as melhorias estruturais realizadas ao longo de 2014, a movimentação de soja pelo terminal do Paraná registrou recuo de 2,7% em relação a 2013. O porto gaúcho e o paulista também tiveram queda, mas a variação foi menor, de 0,7% e 1,4%, respectivamente.

“Isso ocorre em função da característica de cada estado. Tem ano que exportamos mais soja em grão. Ano passado foi bom para nós em farelo”, justifica o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. “Mas é claro que gostaríamos de retomar a segunda posição.”

Os terminais do chamado Arco Norte foram beneficiados pelo recuo no Centro-Sul. O Complexo Portuário de Vila do Conde (Barcarena-PA), por exemplo, que saiu de zero em 2013 para mais de 1 milhão de toneladas em 2014 (2% do total nacional). Com poucos meses de operação, Barcarena passou dos vizinhos Santarém e encostou em Belém, ambos no Pará, que foram porta de saída para, respectivamente, 882 mil e 1,4 milhão de toneladas da oleaginosa no ano passado.

“A perda ou ganho nas exportações envolve diversos fatores, como problemas com clima e comercialização. Como o crescimento da soja brasileira está acontecendo lá em cima, é natural que os portos da região absorvam parte desta carga”, contextualiza consultor logístico Luiz Antonio Fayet, que também é membro do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do Porto de Paranaguá.

Disputa

As 600 mil toneladas de soja que separam Rio Grande de Paranaguá fazem com que o terminal paranaense projete retomar a segunda posição no ranking ainda nesta temporada. “Nos preparamos com várias ações nos últimos três anos e estamos capacitados para movimentar 26 milhões de toneladas de granéis este ano”, afirma Dividino. No ano passado, 21 milhões de toneladas foram exportadas.

Entre os principais investimentos está a troca de quatro dos seis shiploaders do Corredor de Exportação. As novas estruturas irão garantir movimentação adicional de 2 toneladas/hora.

Mesmo assim, a tarefa de subir no ranking não será fácil. Rio Grande investiu na remodelação de quatro terminais e na construção de dois armazéns, aumentando a capacidade estática em 20% (1,2 milhão de toneladas).

“Temos condição de escoar toda a safra da região Sul do estado, entre 9 e 10 milhões de toneladas”, diz Luiz Henrique Dumont, diretor técnico do terminal gaúcho.

Farelo traz alento ao terminal do Paraná

Se o Porto de Paranaguá não tem motivos para comemorar no quesito soja em grão, o farelo tem trazido bons resultados. O porto paranaense continua soberano na exportação do produto. Levantamento realizado pelo Agronegócio da Gazeta do Povo a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), revela que o terminal paranaense embarcou 5,17 milhões de toneladas de farelo em 2014, volume que o mantém no topo do ranking nacional.

Santos e Rio Grande, que ocupam a segunda e a terceira colocações, respectivamente, exportaram juntos 6,41 milhões de toneladas. Entre os outros cinco portos brasileiros que movimentaram farelo de soja no ano passado, nenhum ultrapassou a barreira de 1 milhão de toneladas.

O perfil avícola do estado contribui diretamente para os negócios envolvendo o farelo de soja. “Por conta da cadeia forte do frango, o Paraná tem muita empresa de moagem. Tanto que é o maior esmagador de soja do Sul do país”, contextualiza o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

“Como a avicultura é muito importante para economia estadual, a prioridade acaba sendo farelo”, reforça o consultor logístico Luiz Antonio Fayet.

Para o executivo da Appa, o bom preço do produto no mercado internacional acaba compensando eventuais quedas na movimentação de soja. “As cotações podem chegar ao dobro do valor recebido pelo grão”, diz Dividino. Segundo ele, algumas empresa comercializaram a tonelada do farelo a US$ 1,5 mil.

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