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Notícias

02/02/2015

Controle da raiva depende do produtor

O Rio Grande do Sul registrou em 2014 mais de 160 focos de raiva bovina. Foram mais de 30 mil animais contaminados com a doença, que é transmitida por morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue). A raiva é uma zoonose, portanto pode ser transmitida a seres humanos que tiverem contato com saliva do animal infectado.
 
O número crescente preocupa as autoridades, que emitem um alerta: a vacinação contra a raiva dos herbívoros é fundamental, especialmente em localidades onde existem refúgios para morcegos.  Conforme a chefe do departamento de Educação Sanitária da Secretaria da Agricultura e Pecuária, Rosane Collares, a vacina só terá seu efeito completo com reaplicação após 21 dias da primeira dose. “A aplicação das doses não é obrigatória pelo calendário oficial, entretanto é fundamental para evitar problemas maiores e até mesmo a contaminação de seres humanos nas localidades que tiverem recomendação das inspetorias”.
 
Em caso de suspeita, o produtor deve notificar imediatamente a Inspetoria Veterinária da região e buscar atendimento em um posto de saúde. Os principais sintomas nos animais são agitação, falta de apetite e nervosismo. Depois isolamento, fraqueza e paralisia dos membros, salivação abundante e dificuldade para engolir. Os sintomas evoluem para dificuldade para levantar-se e, finalmente, morte entre quatro e seis dias após o início dos sintomas.
 
A presença de morcegos nos arredores da propriedade também deve ser notificada. O controle da doença é feito através da vacinação dos bovinos e também pela identificação e redução da população de morcegos. O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, afirma que este é mais um desafio conjunto entre o serviço oficial e os produtores que precisam estar “lado a lado para garantir a redução dos riscos e prejuízos provocados por esta doença”.

 

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