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Notícias

27/02/2015

Sociedade Rural lança ExpoLondrina e traça cenário otimista


Maior feira agropecuária do Paraná em público e estrutura, a ExpoLondrina espera repetir ou ampliar, de 9 a 19 de abril, os resultados alcançados em 2014, com base em uma avaliação otimista da colheita de grãos e do ano das carnes.

O presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Moacir Sgarioni, lançou o evento nesta quinta-feira (26) em Londrina e disse que, mesmo com a pressão sobre os preços da soja e com menos animais em leilões, é possível ampliar negócios.

Ele considera que a região Norte do Paraná foi a que mais sofreu, em 2014, com perdas climáticas na safra de verão. A quebra chegou a um terço da produção, a maior proporção registrada em todo o país. Agora, mesmo com problemas pontuais, o ano é de recuperação no volume da lavoura, o que atenua o recuo de 10% nos preços pagos ao produtor, avalia. Essa queda nas cotações em um ano é de 27% no mercado internacional mas, “como o dólar está subindo, o resultado da safra não é ruim”, resume Sgarioni.

Em sua avaliação, esse quadro é decisivo para a ExpoLondrina, uma vez que mais da metade da receita do agronegócio depende do resultado da safra de grãos. “A safra da soja [de mais de 17 milhões de toneladas no Paraná e próxima de 93 milhões de toneladas no Brasil] está praticamente consolidada”, considera.

Em relação à pecuária, apesar de o preço da arroba ter passado de R$ 120 para R$ 140 no estado – alta que estimula a produção –, a previsão é que haja menos animais na exposição. Até o momento, estão confirmados 14 leilões e a expectativa da Sociedade Rural é que o número chegue a 20.

“A pecuária vem reduzindo o número de leilões. O mercado está comprador: o pecuarista está indo na propriedade do criador comprar”, relata. “Isso é ruim? Não, é normal. A redução ocorre por um fator positivo [a alta demanda no campo].”

Ele analisa que esse momento de valorização da carne anuncia uma possível retomada na produção, que levaria três anos para causar reflexos significativos na oferta de animais na ExpoLondrina.

“No ano passado, houve redução de 30% na exposição de animais”, lembra. Neste ano, o quadro ainda não está definido, uma vez que ainda depende do número de animais que serão levados a leilão. A perspectiva é que a arrecadação seja impulsionada pelos preços. “O bezerro está valendo R$ 1,4 mil ou R$ 1,5 mil, isso é um preço recorde.”

No ano passado, a ExpoLondrina cresceu. Teve 539,9 mil visitas (7,5% a mais que em 2013) e movimentou R$ 424,65 milhões (+5,5%). Os resultados de leilões foram considerados positivos pelo fato de a liquidez ter sido de 92,51%, com a venda de 6.500 animais. Em 20 leilões, foram movimentados R$ 12,25 milhões.

A exposição deste ano será a 55.ª edição do evento e repete o tema “A Melhor do Brasil”.

 

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