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Notícias

10/03/2015

Fórum do Milho discute alternativas para a cultura


O milho produzido no Brasil é o melhor do mundo. Essa afirmação fez parte das declarações da sétima edição do Fórum Nacional do Milho, realizado nesta segunda-feira (09/03) no auditório central da Expodireto Cotrijal.

O evento contou com a participação de lideranças do agronegócio gaúcho e brasileiro que debateram sobre a cadeia produtiva do milho, com o enfoque para o desenvolvimento de projetos para o aumento da produção através da transformação do grão em proteína animal. “Temos que unir esforços e buscar políticas públicas para junto com o produtor alavancar a média nacional de produção”, disse Enori Barbieri, representante da Abramilho de Santa Catarina.

Conforme o consultor de agronegócio Carlos Cogo, atualmente, o milho representa 4% das exportações brasileiras do agronegócio e ainda tem potencial para ser ainda mais difundido tanto nas exportações quanto no mercado interno. “O milho está fortemente ligado a outros segmentos da cadeia produtiva. Somente a avicultura de corte absorve 29% do milho colhido no Brasil”, explicou.

Também segundo o consultor, a atual cotação do dólar acaba influenciando diretamente em uma melhoria e em uma piora da rentabilidade do produtor. “Para quem vai exportar a produção a alta do dólar é algo muito bom. Porém, ao contabilizar os custos da produção que incidem em muitos produtos químicos importados, a conta fica bem mais alta”, analisou.

A supersafra de milho nos Estados Unidos em 2012 fez com que o valor do grão em todo o mundo tivesse uma queda. Para 2015, Cogo projeta uma safra de 40 milhões de toneladas de milho no Brasil e o preço do grão deve permanecer estável.

Já o coordenador do 7º Fórum Nacional do Milho, Odacir Klain, afirmou que a tecnologia empregada nas lavouras atualmente permite uma produtividade inimaginável há alguns anos. “Hoje em dia colher cem sacas por hectare é absolutamente normal, com alguns lugares chegando a duzentas. Isto só foi possível quando os produtores passaram a inserir a tecnologia na lavoura”, declarou.

O Governador do RS, José Ivo Sartori, declarou que há a necessidade de uma política púbica específica para o milho. “É necessário avançar, do contrário, o milho vai fugir daqui e ser cultivado em outro lugar. O Governo do Estado quer ajudar o produtor, ainda que não haja grande volume para investimento. Onde o Estado não puder ajudar deve, ao menos, não atrapalhar. Desta forma estamos juntos aos produtores na obtenção deste investimento”, disse.

 

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