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Notícias

05/09/2013

Distribuição deve ficar mais fácil, diz ministro

Segundo o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, a distribuição de milho em todo o País deve ficar mais fácil nos próximos meses com o fim do escoamento da safra de soja. Ele explica que a exportação de soja demanda parte da infraestrutura de transporte usada pelo milho, dificultando a distribuição.
 
“Agora, que a soja foi praticamente toda exportada, vai facilitar um pouco mais o transporte desse milho do Mato Grosso, Mato grosso do Sul e Goiás, aqui para o semiárido”, ressaltou o ministro. Outra dificuldade apontada por ele é o sistema logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que não permite o transporte de milho a granel em caminhões, sendo necessário que a carga seja ensacada na origem, dificultando a descarga.
 
A ideia, segundo Andrade, é modernizar esses armazéns para que o milho seja transportado a granel e ensacado no destino. “Por isso, nesse Plano Safra foram previstos R$ 150 milhões para modernizar os armazéns. Transformá-los em graneleiros, podendo receber até 50 caminhões de milho por dia, o que não acontece hoje. Hoje, um armazém desse recebe no máximo seis caminhões de milho por dia. É uma grande dificuldade”.
 
Produtores
 
Para minimizar os efeitos da deficiência logística os produtores cearenses estão organizando um sistema de compartilhamento do transporte. “Estamos mobilizando os sindicatos para que aqueles produtores que estejam interessados receber o grão possam fazê-lo através da carona amiga. Se faltam dez produtores para receber o milho, eles podem representar um caminhão para o recebimento do milho na localidade. O acréscimo vai diminuir o custo da saca por produtor. É o esforço que estamos fazendo para a apressar o recebimento da remessa na tentativa de encerrar este saldo”, diz o presidente da Associação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya.
 
Ele também sugere incentivos para a produção de forragem e pastagem, além da construção de silos. A falta de alimento e estrutura para armazenagem, diz Saboya, é um gargalo para a produção leiteira do Estado.
 
Conforme mostrou a edição de terça-feira (3) do O POVO, cerca de 4,7 mil produtores pagaram e ainda não receberam o milho doado em abril pela União ao Governo do Estado. Das 30 mil toneladas que desembarcaram no Porto do Pecém em junho, 5,5 mil ainda estão armazenadas no porto. A doação foi medida emergencial contra os efeitos da seca, reforçando a distribuição feita Conab, que vem de caminhão.
 
 
Autor:
Bruno Cabral e Átila Varela

Fonte: