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Notícias

06/04/2015

Paranaguá mira exportar 10 milhões de toneladas de soja em 2017


O Porto de Paranaguá como se conhece hoje deixará de existir nos próximos dois anos, garante o superintende da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. Um conjunto de projetos em andamento promete rejuvenescer o “velhinho” de 80 anos, recém-completados no dia 17 de março, com maior agilidade no embarque dos produtos e menor tempo entre a manobra das embarcações na baía de evolução e as operações de carrega e descarga. “A partir de 2017, nosso desafio será trazer caminhão e vagão para não faltar carga, porque vamos aumentar bastante a velocidade de carregamento”, contextualiza Dividino.

Entra ainda nesta equação a possibilidade de navios graneleiros maiores, com capacidade para 90 mil toneladas, coloquem o Porto de Paranaguá nos seus roteiros. Hoje, o limite é de até 70 mil toneladas. Desde o início do ano, a Appa investe na retirada de sedimentos do fundo do mar por meio do serviço de dragagem para aumentar a profundidade dos berços de atracação e da área de manobra dos navios.
A primeira etapa do projeto, que teve início em janeiro com previsão de terminar em junho de 2016, irá deixar os berços de atração com 13,8 metros de profundidade. Atualmente existe um desnivelamento, sendo áreas com no máximo 8,5 metros (berços mais antigos). O custo para deixar o cais simétrico será de R$ 90 milhões, recurso oriundo integralmente dos cofres da Appa.

A segunda etapa, prevista para começar no segundo semestre, inclui a dragagem da baía de evolução, área utilizada pelos navios para manobrarem antes de atracar. A empresa responsável pelo serviço – DTA Engenharia – já está contratada por meio de licitação. Faltam questões burocráticas para que a draga comece a operação.

A expectativa é, ao término de um ano e quatro meses, retirar sete milhões de metro cúbicos de sentimentos, deixando o local com 16 metros de profundidade. A operação será realizada ao custo de R$ 394 milhões, dinheiro cedido pelo governo federal.

“Quando o navio entra na baía, tem onda, vento e correntes. Isso exige mais profundidade, porque o navio trabalha no movimento pendular, para dar segurança, inclusive em dias de ressaca”, diz Dividino.

A instalação de dois dos quatro novos shiploaders (carregadores de navios) do porto já está concluída. Os equipamentos, que estão em operação desde o início de fevereiro, aumentaram em 30% a velocidade de carregamento. São mil toneladas a mais por hora – 500 toneladas extras por shiploader. Os outros dois carregadores estão em processo de montagem, com expectativa de conclusão em agosto.

 

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