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28/05/2015

CNT cita Sinop e Lucas Rio Verde defendendo que hidrovia é futuro de desenvolvimento para MT


A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) reabriu as discussões a respeito das hidrovias serem o futuro do escoamento da produção de Mato Grosso e, sem dúvidas, responsáveis por alavancar ainda mais investimentos e reter custos, no estudo Transporte & Desenvolvimento - Entraves Logísticos ao Escoamento de Soja e Milho. A entidade cita a “lendária” hidrovia Teles Pires/Tapajós, que há anos vem sendo cobrada pelo setor produtivo, viabilizando o transporte principalmente do Norte do Estado ao Pará.

No estudo, a CNT diz que a hidrovia Teles-Pires/Tapajós vem se tornando mais representativa desde a inauguração de terminais portuários privados no distrito de Miritituba, em Itaituba, no Pará. Todavia, lembra que embora hoje seja navegável apenas até Itaituba (trecho de 291 km da foz até o município), esta é uma via que poderia ser viabilizada desde o Mato Grosso, possibilitando a movimentação da produção localizada, sobretudo, ao Norte e Nordeste do estado. “Para isso, são necessárias: a transposição de desníveis por meio da construção de eclusas e a realização de intervenções de dragagem e derrocamento”, destaca o documento.

A entidade lembrou que, no rio Tapajós, está prevista a construção de três hidrelétricas nas proximidades de São Luiz do Tapajós (PA), Jatobá (PA) e Chacorão (AM/PA). No entanto, nenhuma delas contempla a construção de eclusas juntamente com os empreendimentos hidrelétricos. “Além desses três desníveis, o Ministério dos Transportes indica que seria necessária a construção de outras cinco eclusas junto a cinco hidrelétricas previstas no rio Teles Pires: Cachoeira Rasteira (PA/MT), Colíder, São Manoel (PA/MT), Sinop e Teles Pires (MT)”.

Segundo a CNT, a hidrelétrica de Teles Pires já está sendo construída e, em São Manoel, a obra está em fase de licitação. “Ambas não contêm eclusas em seus projetos, pois a estrutura não permite que sejam implantadas junto às barragens. Neste caso, a construção e operação dos dispositivos deverá ocorrer unicamente por meio de ações do Ministério dos Transportes”.

A entidade exemplificou que escoando soja e milho de Lucas do Rio Verde para Santarém, a utilização de uma maior extensão hidroviária permitiria redução de 33,3% no custo por tonelada-quilômetro, ficando em R$ 133,36 cada, em relação ao rodoviário. “Assim, é possível verificar que a execução de investimentos para adequar as condições de navegação na Hidrovia Teles Pires-Tapajós reduziria o custo de escoamento da safra de soja e milho e traria outros benefícios ao intensificar a utilização dos portos do Norte do país”.

Outra seria a hidrovia do Paraguai, que poderia representar uma alternativa, possibilitando o transporte de cargas agrícolas a partir de Cáceres, no Mato Grosso, até o oceano Atlântico, passando por Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. “Porém, trata-se de uma hidrovia tortuosa e longa e, devido a essas características, hoje não há escoamento de soja, milho ou derivados por ela. A atratividade da hidrovia para o escoamento de granéis agrícolas está relacionada à realização de intervenções, a exemplo da construção de estações de transbordo em suas proximidades, como a de Santo Antônio das Lendas (Mato Grosso), e implantação de acessos rodoviários. Contudo, também está relacionada à viabilização de fretes de retorno a partir dos países pelos quais a hidrovia passa”.

Apesar dos entraves apontados, que dificultam a ampliação da utilização da navegação interior, a entidade apontou que “o serviço prestado pelos transportadores hidroviários (hoje utilizados no país) é considerado bom pelos embarcadores: 75,0% dos entrevistados que utilizam hidrovias avaliaram o serviço como bom e 25,0% avaliaram como regular”.
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