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02/06/2015

MT: confinamento deve crescer


A intenção de confinamento de bovinos, em Mato Grosso, deve aumentar 24%, de acordo com números levantados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) a pedido da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Se confirmada a projeção de terminação no cocho, os pecuaristas do Estado devem confinar 789,66 mil cabeças, frente as 636,66 mil animais do ano passado.

A capacidade estática dos confinamentos também aumentou, alcançando o maior índice dos últimos seis anos com 895,53 mil cabeças, acréscimo de 6% em relação a capacidade de 2014, que foi de 846,43 mil animais. Além disso, essa elevação fez com que a capacidade estática ficasse próxima à observada em 2013, a maior do período (891,43 mil cabeças), até agora. Esse aumento da capacidade estática mostra que os confinadores estão otimistas com a atividade, apesar da elevação dos custos.

O gerente de projetos da Acrimat, Fábio da Silva, explica que embora os números mostrem uma intenção maior dos produtores em confinar, é preciso fazer as contas para que não tenham prejuízos. “O confinamento ainda é uma ferramenta estratégia que precisa ser tratada com cautela e profissionalismo”. Conforme ele, é importante que o produtor esteja sempre antenado ao mercado e constantemente melhorando sua forma de trabalhar, buscando novos recursos para aumentar o rendimento e rentabilidade da atividade.

EXPANSÃO - Regionalmente, o destaque fica por conta do médio-norte, onde o rebanho confinado deve aumentar mais de 80 mil cabeças em 2015, representando quase 30% do total.

A região sudeste também deve aumentar seu rebanho confinado, representando o segundo maior volume do Estado, com uma fatia de 22,8% do total.

Apesar da representatividade de apenas 6,9%, a região norte foi a que mais cresceu em relação ao ano passado, passando de 34,8 mil para 54,3 mil cabeças fechadas, um aumento de 55,9%.

CUSTOS - De acordo com o Imea, ao mesmo tempo em que o preço da arroba do boi gordo aumentou 19,1% em um ano, o preço da reposição também aumentou e o percentual foi superior: 27,1% no mesmo período, o que impulsionou o custo de produção. Este alto custo de produção, bem como o cenário macroeconômico e político do Brasil, gera ainda muita desconfiança por parte dos investidores.

Dessa forma, segundo os cálculos do Imea, considerando a compra da reposição, os custos aumentaram 28,8% e a representatividade da compra de animais no custo operacional efetivo subiu de 68% para 74,6%. Já o restante dos custos de produção se manteve praticamente estável, tendo reflexo mínimo no custo da diária (desconsiderando a compra de animais), que aumentou apenas 2,6%, passando de R$ 5,45 para R$ 5,59/cabeça/dia entre 2014 e 2015.

O levantamento também mostra que, caso os preços futuros se mantenham nos patamares atuais, bem como os custos de produção, a lucratividade não deve alcançar R$ 80/cabeça, ou seja, 2015 tende a ser um ano de altos preços, porém, com margens justas, situação bem diferente de 2014.

 

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