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03/06/2015

Criador de leite tem que jogar bem na defesa e ataque da produção


Assim como no futebol, para ganhar o jogo o produtor de leite precisa jogar bem na defesa e no ataque. A analogia feita pelo professor de agronegócio da University of Missouri dos Estados Unidos, Fábio Ribas Chaddad, faz referência às estratégias competitivas para o segmento leiteiro e foi tema de palestra do 18º Encontro Tecnológico do Leite, que acontece nesta terça-feira (2), no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande.

De acordo com o especialista, a defesa está associada a produzir mais com menos. Já o ataque é a captação de valor para esta matéria-prima e a organização vertical do produtor. “A lição de casa é inserir a tecnologia na atividade leiteira, aumentando produção com menos vacas, menos insumos e ração, e se juntar a outros produtores da cadeia para agir de forma cooperada, garantindo assim maior retorno na comercialização do produto”, ressalta Chaddad.

Mato Grosso do Sul possui 25 mil produtores de leite e é o 13º no ranking nacional, números não expressivos quando comparados a outros Estados. Para transformar a realidade do segmento leiteiro em Mato Grosso do Sul, a Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS e o Sindicato Rural de Campo Grande promovem o Encontro. “Produtores, técnicos, estudantes, empresas do ramo e interessados pelo assunto de todos os cantos do Estado vieram em busca de conhecimento. Isso mostra a vontade de mudar o cenário do leite na região”, ressaltou o diretor da Famasul, Ruy Fachini, durante abertura do evento.

O presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Oscar Sthruk, durante a abetura, falou da difícil rotina dos produtores rurais, dos obstáculos da produção e da valorização do setor, relatou também a solicitação da instituição em relação à diminuição do ICMS – Imposto sobre Comércio, Mercadorias e Serviços. “Há três meses, estabelecemos como desafio atingir R$ 1 na comercialização do litro do leite”.

Para o secretário de Produção e Agricultura Familiar, Fernando Lamas, o Dia Mundial do Leite, comemorado em 1º de junho, mostrou a necessidade de informação no setor agropecuário. “Para melhorar o índice produtivo é preciso inserir tecnologia na atividade, mas também conhecimento, ferramenta indispensável no agronegócio”, explica Lamas.

Participaram também da abertura do evento, o superintendente do Banco do Brasil, Evaldo Emiliano de Souza, o secretário de Estado de Fazenda, Márcio Monteiro, o presidente da OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras, Celso Régis, entre outros representantes políticos e do setor.

A segunda palestra, do professor associado da Universidade Federal de Minas Gerais, Elias Jorge Facury Filho, abordou as principais características das enfermidades dos bovinos de leite. “As doenças podem ser infecciosas, metabólicas, como o stress, por exemplo, de carências enérgico-protéica, físicas ou por intoxicação”. Facury destacou a preocupação que se deve ter com o bem-estar animal: “Precisamos observar e respeitar o comportamento animal”.

No período vespertino, a programação seguiu com a palestra do professor da Unesp -, Mateus José Rodrigues Paranhos da Costa, com o tema ‘Bem estar das vacas leiteiras em sistema de pastejo’. Na sequência, a professora no Departamento de zootecnia da Esalq-USP, Carla Maris Machado Bittar, abordou o tema ‘Criação eficiente de bezerras e novilhas para produção de leite’. O diretor da atividade leiteira da Cooperideal, Marcelo de Rezende, falou sobre a estruturação do rebanho leiteiro e indicadores zootécnicos e, para finalizar, o professor associado da Universidade Federal de Minas Gerais ministrou a palestra ‘Suplementação de Vacas em Pastejo’.


Sobre o evento

Em sua 18ª edição, o Encontro Técnico do Leite se consolida como o principal evento deste segmento em Mato Grosso do Sul. Com palestras que abordam temas que vão desde o bem-estar animal à comercialização, o evento promovido pela Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Sindicato Rural de Campo Grande e pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Sepaf – Secretaria de Produção e Agricultura Familiar, com patrocínio do SENAR/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de MS, Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa, Banco do Brasil e Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, foi realizado no dia 2 de junho, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo.

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