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Notícias

17/09/2013

Ferrovias e rodovias devem consolidar Mato Grosso como principal fornecedor mundial de alimentos

Dentro de poucos anos, Mato Grosso tende a se consolidar como região mais promissora para abastecer o mundo com proteína animal e vegetal. A partir dessa premissa macroeconômica, a audiência pública será realizada no mês de outubro, na Câmara dos Deputados, tende a fomentar a discussão na Esplanada dos Ministérios e, por consequência, sensibilizar a viabilização de investimentos em logística.
 
E, nesse contexto, a Câmara Federal promoverá audiência pública para debater o projeto de ferrovia que interliga os estados de Mato Grosso e Pará, proposta pelo deputado federal Giovanni Queiroz (PDT/PA), a partir de proposta do deputado estadual José Geraldo Riva (PSD), presidente afastado da Assembleia Legislativa.
 
A audiência pública terá a data confirmada na próxima semana, mas de acordo com informações obtidas pelo Olhar Direto, será realizada na segunda quinzena do mês de outubro.
 
O requerimento foi apresentado junto à comissão de Viação e Transportes e Minas e Energia da Câmara Federal e a mesma solicitação será feita no Senado para ampliar o debate sobre a ferrovia idealizada por José Riva, com sua discussão extrapolando o âmbito mato-grossense.
 
As articulações junto aos senadores e deputados federais ocorre em função da necessidade do projeto de ferrovia precisar ser inserido no Plano Nacional Ferroviário, competência exclusiva do Ministério dos Transportes.
 
No último mês, inclusive, Riva e outros líderes políticos de Mato Grosso estiveram reunidos com o ministro César Borges, que se mostrou otimista com a interligação ferroviária entre os estados.
 
Na oportunidade, a bancada de Mato Grosso no Congresso garantiu apoio ao projeto e articula tanto na Câmara quanto no Senado para viabilizar a inclusão da ferrovia como uma das prioridades da União, para os próximos anos.
 
Financiamento
 
O estudo de viabilidade da ferrovia pode ser financiado com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), que teve a lei regulamentada recentemente pelo Governo Federal.
 
A própria Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), sinalizou positivamente para o estudo de viabilidade da ferrovia ser financiada com recursos do FDCO.
 
“A ferrovia MT/PA é a nova oportunidade de escoamento da nossa produção, principalmente favorecendo uma região que até pouco tempo atrás, era carente de infraestrutura e logística. Temos priorizado a recepção de projetos voltados em infraestrutura, principalmente no modal ferroviário. Então, vemos com bons olhos e com perspectiva positiva inclusive em ser parceira no financiamento dessa ferrovia. Após a inclusão do projeto no programa nacional de logística de transporte, elaborado pelo ministério, a Sudeco pode mergulhar nessa proposta do deputado Riva”, afirmou Cléber Ávila, diretor de implementação de programas e de gestão de fundos da Sudeco.
 
O FDCO é um fundo exclusivo para projetos ligados a infraestrutura e logística e possui recursos na ordem de R$ 1,4 bilhão.
 
A Ferrovia
 
O projeto de ferrovia MT/PA foi elaborado no gabinete do deputado Riva, com traçado partindo de Água Boa (MT) até Barcarena, no nordeste paraense. Também é analisada a possibilidade da ferrovia seguir do município mato-grossense até Marabá, no sudeste do Pará. A ligação com o nordeste seria viabilizada com a construção de dois ramais, um até o porto de Vila do Conde (Barcarena) e outro até o porto de Espadarte (em Curuçá/PA), que está em projeto de implantação. Lideranças políticas e empresariais de Sorriso solicitaram a inclusão do município no trajeto da ferrovia por meio de um ramal.
 
José Riva argumenta que Mato Grosso ainda tem muito potencial a ser explorado e com maior investimento em logística, o retorno será imediato. “Além de incluir vasta área disponível para produção, que hoje tem dificuldade de logística, a construção da ferrovia resultará em desafogo aos portos de Santos e Paranaguá, que estão saturados”, observa ele.
 
“No Pará, existe uma grande produção de minério, em Mato Grosso há disponibilidade para a expansão da produção de grãos e com este investimento em logística ferroviária será possível dobrar a produção atual”, explica o parlamentar social democrata.
 
Para Riva, Mato Grosso não pode ficar preso a um modelo nacional de ferrovia. “Por isso a importância de um projeto próprio devido a sua dimensão territorial e capacidade de produção”, argumenta.
 
Ao todo, mais de 20 municípios de Mato Grosso e Pará serão beneficiados com o traçado ferroviário de 1,8 mil quilômetros, melhorando a qualidade de vida de mais de dois milhões de pessoas.
 
 
Fonte: