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Notícias

13/07/2015

Recorde consolidado em MT


Mato Grosso consolidou mais uma safra agrícola de recordes. Além de ofertar volume inédito a sua própria série histórica, o Estado mantém pelo quarto ano consecutivo a liderança da produção nacional de grãos e fibras. Conforme números apurados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em junho, serão 49,71 milhões de toneladas, 4,2% acima do recorde anterior que foi de 47,70 milhões de toneladas (t). Com a colheita da safrinha de milho em andamento e com menos de 30% colhidos até o início desse mês, há quem aposte em um volume final de até 50 milhões de toneladas. Os ganhos que o cereal contabilizar em produtividade a partir de agora, serão os mesmos ganhos que poderão aproximar o Estado de números ainda mais superlativos.

A Conab divulgou na última quinta-feira o 10º levantamento da safra 2014/2015. Pelos números, Mato Grosso manterá a mesma participação no total brasileiro, 24,1%. O ranking segue com Paraná em segundo lugar, representando 18,3%, e o Rio Grande do Sul em terceiro, com 15,8%. Somente com milho segunda safra, o Estado será responsável por quase 36% da produção do país, na safrinha. O milho foi a única cultura mato-grossense revisada para cima, pela Conab, nesse novo levantamento. A estimativa reprojetou a produção de 17,88 milhões no mês de maio para 18,40 milhões em junho. Em comparação ao ano passado, quando foram extraídas 17,62 milhões t, a variação anual é positiva em 4,4%.

Como avaliam os analistas da Companhia, em Mato Grosso a normalização no regime pluviométrico no final de fevereiro e durante todo o mês de março e abril contribuiu para que o plantio se estendesse até março. Esta normalização do regime chuvoso proporcionou um excelente desenvolvimento vegetativo das lavouras, alavancando as expectativas de produtividade. Para se ter uma ideia de como o clima influenciou positivamente sobre o grão, basta observar que dos dez levantamentos já realizados pela Conab ao longo da safra 2014/15, em apenas dois – no de maio e no de junho – o milho passou a ter projeções positivas de produção e produtividade em relação ao ciclo anterior.

“De acordo com informação das fontes pesquisadas, o município de Sorriso, por exemplo, colheu 15% da área plantada {até o final de junho}, com produtividade média em torno de 6.600 kg/ha, superando as expectativas dos levantamentos anteriores, que estavam em 6.200 kg/ha”, destaca trecho do levantamento.

Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até o último dia 3, a média de produtividade das lavouras do Estado era de pouco mais de 112,48 sacas por hectare (sc/ha). Apesar do bom rendimento dos primeiros hectares, o Imea estima uma média final à safra de 103 sc/ha, que se confirmando será 12,4% superior ao observado em 2014.

Para o algodão, outra cultura em colheita no Estado, os números seguem negativos na comparação anual. A Conab projeta uma redução de 14% na oferta de pluma, que passará de 1 milhão t, em 2014, para cerca de 865,5 mil t. Essa redução, conforme a Companhia, ocorre em função dos baixos preços alcançados pela arroba da pluma. O algodão é uma cultura de custo bastante elevado e os produtores operam de forma estratégica, estimando custos de produção e vendas antecipadas do produto, com o intuito de obter margens de lucro que permitam comparar com outras alternativas, como por exemplo, o cultivo da soja. A redução observada na área plantada foi influenciada pela atual conjuntura adversa, tanto interna quanto externa, onde os estoques elevados promovem a queda nos preços da pluma.

O Centro-Oeste, principal produtor da fibra, foi o que apresentou a maior redução na área neste exercício, 106,7 mil hectares. Entre os principais estados produtores, está Goiás que registrou redução de 37%, seguido de Mato Grosso com 12,5% e a Bahia com 12%. “Mato Grosso, maior produtor regional, teve a área de plantio da primeira safra bastante reduzida, em função do atraso das chuvas, finalizada somente em janeiro. O plantio da segunda safra foi encerrado em fevereiro. Com a normalização do regime climático a cultura passou a apresentar bom desenvolvimento vegetativo”, e talvez, nos últimos dois levantamentos para essa safra, possa trazer números positivos, em razão da benéfica influencia do clima.

Com a colheita da soja consolidada desde o primeiro quadrimestre do ano, a Conab manteve a ultima projeção à soja mato-grossense que vai fechando o ciclo com 28,13 milhões t, 6,4% superior à colheita anterior que contabilizou 26,44 milhões t. O volume da oleaginosa é mais uma vez recorde sobre recorde no Estado.

O Brasil deve colher 206,3 milhões, um novo recorde da agricultura nacional, ganho anual de 6,6%, ou 12,7 milhões t.

 

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