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Notícias

12/08/2015

Vazio sanitário da soja será discutido de forma regionalizada


Após alteração no calendário do vazio sanitário da soja em Goiás no ano de 2014, novas demandas surgiram em 2015 e, novamente, as datas de plantio poderão ser revistas. Desta vez, o intuito é discutir uma mesma data para a região Centro-Oeste. O assunto foi um dos principais discutidos durante a última reunião da Comissão de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) que contou com a presença de produtores de todo o Estado. Os presidentes da FAEG, José Mário Schreiner; da Associação de Produtores de Soja de Goiás (Aprosoja-GO), Bartolomeu Braz e da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Arthur Toledo também participaram do debate além do presidente da Comissão, Flávio Faedo.

Em 2014, além dos períodos de estiagem houve aparecimento precoce de ferrugem e, assim, o Estado reviu a instrução normativa que rege o vazio sanitário da soja em Goiás. O principal foco das alterações foi a implementação de medidas que possibilitariam a redução do número de inóculos da doença dentro das regiões produtoras. O calendário de plantio ficou estabelecido entre 1º de outubro a 31 de dezembro e visou finalizar a prática de plantio de soja em sucessão no período de safrinha. A pesquisa também ficou proibida no mesmo período e deve seguir o vazio que vai de 1º de julho a 30 de setembro.

A princípio, a ideia era evitar a ampliação da “ponte verde” para a sobrevivência do fungo e diminuir o uso de defensivos, reduzindo a chance de perda de eficiência dos produtos. Desta forma, há também a diminuição da ocorrência de plantas hospedeiras na entressafra. O que os produtores questionam agora é que, apesar das datas estipuladas, muitos municípios que fazem divisa com outros estados, acabam prejudicados e correm o risco de infestação com as pragas. Isto porque, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia, por exemplo, as datas divergem.

No Mato Grosso, o período de vazio termina em 15 de setembro; no Mato Grosso do Sul inicia em 15 de junho e se estende até 15 de setembro e na Bahia vai de 15 de agosto a 15 de outubro. O presidente da FAEG, José Mário Schreiner ressaltou, na ocasião, a importância de a discussão ser coletiva e afirmou que a Federação está aberta aos debates, visando sempre o que for melhor para o coletivo.

“Não é possível discutir sanidade, defesa animal e vegetal, sem a ajuda dos Sindicatos Rurais e das cooperativas. Esta não é uma luta da Agrodefesa, mas é da sociedade. Nós estamos à disposição, juntamente com nosso corpo técnico, para atender e discutir o que for preciso”, completou Arthur Toledo.

Cristiano Palavro, consultor técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (SENAR Goiás) ressaltou também a importância de discutir o vazio com produtores de feijão e também com irrigantes do Estado. A ideia foi apoiada pelos presentes mas levanta ainda mais polêmica devido às diferenças climáticas e de produção de cada região.

Classificação de grãos

Entre os assuntos da pauta discutida estava ainda a classificação de grãos em Goiás. Eduardo Iwasse, produtor e presidente do Sindicato de Piracanjuba afirmou que os produtores da região reclamam muito, principalmente da classificação do milho. A sugestão é que a FAEG e o SENAR Goiás criem um programa similar ao Pesebem – que auxilia o produtor na pesagem de carne bovina junto aos frigoríficos. “Poderíamos ter algum representante nosso junto às empresas que compram nossos grãos para verificação de classificação. Esta é uma garantia para o produtor e gera uma relação maior de confiança com a empresa”, afirmou.

O presidente José Mário Schreiner aprovou a ideia e os departamentos técnicos, do SENAR e da FAEG, já estão trabalhando para a elaboração do plano executor. “A exemplo do que fizemos com o Pesebem, podemos fazer com a classificação dos grãos em Goiás. Na pecuária de corte o programa já tem mais de uma década e garante maior segurança para o pecuarista. Os frigoríficos também saem ganhando porque são escolhidos pelos produtores para a comercialização da carne”, finalizou.

Crédito Rural

A liberação do Crédito Rural também foi discutida. Neste ano, devido ao atraso na liberação do crédito de pré-custeio, os produtores acabaram prejudicados. Agora, com juros mais altos e maior nível de exigência, a preocupação para a liberação da verba em tempo hábil continua. Outro problema enfrentado é o alto custo de produção já que os insumos são cotados em dólar e o valor está acima do ano anterior. Apesar disso, Cristiano Palavro afirma que o repasse está ocorrendo e a Federação está à disposição para quem necessitar de algum auxílio ou informação.
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