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14/08/2015

Poder público tem de fortalecer uso racional da água na irrigação e dar incentivos para compras de equipamentos


O poder público precisa definir projetos inovadores capazes de fortalecer o uso racional da água, além de incentivar a compra de equipamentos para irrigação, disseminando pesquisas sobre novos cultivares que utilizem menores quantidades de água e aumentem os índices de produtividade, afirma o especialista João Isidoro Viegas, da Associação dos Usuários de Irrigação da cidade de Arrio Duro, no Rio Grande do Sul, um dos palestrantes do Seminário “Agua em Debate - uso sustentável da água na  agricultura: desafios e soluções”, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O evento acontece no próximo dia 18, na sede da CNA em Brasília, com a participação de especialistas brasileiros e estrangeiros no uso de tecnologias para irrigação.

Outro técnico que vai participar do Seminário sobre uso Sustentável da Água na Agricultura, Lineu Neiva Rodrigues, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), destaca que não existe correlação direta entre aumento da produção agrícola e crescimento do consumo de água pelo setor agrícola. Segundo ele, “o aumento da produção de grãos depende muito mais da elevação dos índices de produtividade e não do incremento da área plantada”, sendo que esse objetivo vem sendo obtido com inovação tecnológica na irrigação.

Nos últimos 37 anos, entre 1977 e 2014, a área plantada de grãos no Brasil cresceu perto de 40%, enquanto a produção aumentou mais de 250%, lembra Neiva Rodrigues. E esse cenário só foi possível com uso intenso de inovação e tecnologia moderna tendo em vista que, nesse mesmo período, a população brasileira aumentou 160% e o preço da cesta básica de alimentos apresentou queda de 70%.

Na opinião do especialista da Embrapa, é importante deixar claro que para produzir alimento é imprescindível ter água. “E, quando falamos sobre o uso da água, é fundamental diferenciar a agricultura de sequeiro da agricultura irrigada”, avalia. Dos 79,9 milhões de hectares plantados no País (excluindo as pastagens), apenas seis milhões são irrigados, apenas 8% do total. A agricultura de sequeiro depende apenas da água da chuva.

João Viegas entende que não é possível “fabricar” água e, assim sendo, a alternativa racional é aumentar a produtividade com a utilização racional dos recursos hídricos disponíveis em quantidade e qualidade, com o emprego adequado da tecnologia na produção agrícola, nos equipamentos e nos métodos de irrigação.

As inscrições para o seminário estão abertas em:
http://canaldoprodutor.com.br/inscricaoseminarioaguanaagricultura

O evento será transmitido online, em tempo real, no site www.canaldoprodutor.com.br
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