Skip Ribbon Commands
Skip to main content
Navigate Up
Sign In
Você está em: Skip Navigation LinksDuPont Pioneer / Media Center / Notícias

Notícias

17/08/2015

Comissão de Logística e Infraestrutura da CNA mostra importância de superar gargalos para desafogar escoamento da produção


O Brasil possui uma grande desigualdade regional no sistema  de infraestrutura, cujos reflexos são o encarecimento dos produtos e a redução da competitividade brasileira no cenário internacional. Nos últimos 50 anos, o agronegócio expandiu sua fronteira agrícola em direção ao norte do País, que é carente de infraestrutura, aumentando os custos do transporte entre o local de produção e os portos no Sul e Sudeste. Para solucionar esse gargalo, a Comissão de Logística e Infraestrutura da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)  promoveu na última quinta-feira (13/07) um debate sobre alternativas para a questão assunto junto com  técnicos das federações de agricultura e pecuária estaduais.

Para o presidente da Comissão e da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (FAEG), José Mário Schreiner, a intenção do encontro foi nivelar o conhecimento entre todos sobre a pauta e pontuar as possíveis soluções. “É muito importante essa integração das federações com a CNA. Nosso objetivo é tratar cada demanda estadual e resolver a questão”, frisou Schreiner.

Durante a reunião, o consultor da Comissão, Luiz Antônio Fayet, explicou que no Brasil o agronegócio nasceu e se desenvolveu no Sul do País. Mas, com a ocupação de praticamente todas as áreas disponíveis localmente, migrou para o Centro-Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste, alterando a geografia da produção. Com isso, passou a ocupar regiões desprovidas de infraestrutura terrestre adequada e sem capacidades portuárias para consolidar os novos corredores, deixando-se de considerar o potencial hidroviário com vistas a reduzir os custos de exportação.

Assim, disse Fayet, o problema mais grave para o setor agrícola é o Apagão Portuário. Não escoamos nossa produção pelas rotas mais racionais, que seriam as do chamado Arco Norte – portos de São Luís, Belém, Macapá, Santarém e Itacoatiara. Nossa produção caminha rumo aos portos do Sul e do Sudeste, assinalou.

O consultor ressaltou que, à medida que o agronegócio foi subindo para as novas fronteiras, os custos logísticos da porteira do produtor até um porto de embarque para exportar foram encarecendo. Hoje, equivalem a quatro vezes mais que os custos argentinos e norte-americanos. “Tudo em função da falta de infraestrutura. Se houvesse uma racionalização nesses custos, poderíamos botar no bolso de um produtor de soja ou de milho dessas áreas uns R$ 4,00 a mais por saco”, complementou.

A assessora técnica da Comissão, Elisangela Pereira Lopes, apresentou parte da pesquisa realizada com as federações sobre qual é a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e armazéns), em cada estado, necessária para o escoamento da produção do agronegócio. Até o momento, as federações do Alagoas, Amazonas e Bahia  responderam as questões.

“Reforçamos a importância da participação de todas as entidades em relação a respostas dos questionários enviados. Só assim teremos uma noção global dos gargalos”, observou. Por faltarem ainda muitas federações a responderem a pesquisa, a Comissão estendeu o prazo em mais duas semanas.

Fonte: