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02/09/2015

MT/milho: dólar e chuva “adubaram”


Uma safra cheia de erros e acertos. Tudo o que se apostou que aconteceria de ruim na segunda safra de milho, em Mato Grosso, não se registrou, pelo menos não na totalidade propagada. E fatores alheios dos mais adversos e imprevisíveis, como clima e dólar, fizeram das lavouras recorde em produtividade e essa oferta inesperada não foi suficiente para derrubar as cotações abaixo do preço mínimo, como apostaram muitos. No apagar das luzes da safra 2014/15, com a colheita dos últimos hectares de milho e de algodão, o que se vê é que a valorização do dólar frente o real foi o melhor adubo da temporada que começou cheia de problemas, tanto para soja, como ao cereal e à pluma. As cotações do mercado interno reagiram e proporcionaram bons momentos de liquidez aos produtores.

Como destaca o Boletim do Milho divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), 99,85% dos mais de 3,30 milhões de hectares plantados com milho estavam colhidos até o dia 25 de agosto. “Depois de um segundo trimestre de apreensão para os produtores, com preocupação sobre se o cenário de cotações abaixo do preço mínimo voltaria a acontecer como em 2013 e 2014, o que se constatou foram preços em patamares mais elevados durante os meses de julho e agosto se comparados aos últimos anos”, exclamam os analistas.

Como eles explicam, o momento vivenciado pelo cereal em pela colheita e dentro de uma safra que superou as projeções de produção e produtividade, foi sustentado pelo dólar em franca ascensão. “A média das cotações do milho no mercado disponível ficou 35,8% maior em julho/15 se comparado a julho/14, o preço médio do cereal em julho/15 foi de R$ 15,25/sc. Assim, agricultores que optaram por comercializar sua safra quando colhessem, acabaram se deparando com um panorama um pouco mais confortável para realizar negócios do que nas últimas duas safras. Com isso, o que se observa é um 2015 um pouco melhor para o produtor, com preços mais remuneradores em plena colheita, ao contrário das expectativas iniciais”.

E o que não faltou foram produtores que seguraram a produção. Lá atrás, antes do início do plantio do milho, se plantou soja e a oleaginosa teve sua semeadura atrasada em quase um mês pela falta de chuvas entre setembro e outubro do ano passado. Essa demora acabou afetando o cereal que é cultivado na medida em que a soja é colhida e por isso, em muitas regiões ele perdeu a janela ideal de plantio que vai até o final de fevereiro. Em razão das incertezas do clima após a perda do melhor momento da semeadura do cereal, houve retenção de investimentos na hora de fazer as lavouras de milho e isso gerou dúvidas em relação à produtividade. Mas as chuvas se estenderam até maio e cobriram as plantações durante todo o desenvolvimento, o que gerou uma produção próxima de 21 milhões de toneladas contra menos de 15 milhões projetadas inicialmente.

Ao longo dos últimos meses o Imea revisou cinco vezes suas estimativas de produção para o milho segunda safra, sempre adicionando números, especialmente de produtividade.

A área de milho da safra 2014/15, em Mato Grosso, fechou em 3,31 milhões de hectares, aumento de área na comparação com a safra passada de 2,61%.

“O fator-chave para a boa produção de cereal nessa temporada continua a ser produtividade. O rendimento das lavouras de milho do Estado na safra 2014/15 é estimada no atual levantamento em 105,6 sc/ha, essa é a maior produtividade da história, tal valor é 15,21% maior que a produtividade registrada na safra 2013/14, quando o rendimento médio foi de 91,6 sc/ha. O clima é o principal motivo para essa produtividade recorde. O bom volume de chuvas que acometeu o Estado durante os meses de abril e maio, foi o principal motivo para esse rendimento elevado do cereal”.

Na primeira estimativa do Instituto divulgada em dezembro do ano passado, os analistas apontam para uma produtividade média de 86 sacas por hectare, volume que era 6,20% menor quando comparado à média da safra 2013/14, que fechou em 91,6%.

 

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