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04/09/2015

La Niña pode não ser “vilão” para soja e milho


O Fenômeno La Niña, que provoca períodos de estiagem, pode não ser um problema tão grave para os produtores de milho e soja. É o que aponta o estudo do pesquisador da Fepagro (Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária) Ronaldo Matzenauer, apresentado nesta quinta-feira (03.09) na Expointer 2015.

“Penso que hoje temos que ter mais receio quando o prognóstico é de ano neutro do que La Niña, pois o conjunto de dados mostra uma diferença de precipitação, afetando o rendimento dos grãos”, destacou o especialista em sua apresentação.

Matzenauer analisou o regime de chuvas no período de 1961 a 2010, com dados coletados pelo CemetRS e pelo Inmet em 28 localidades do Rio Grande do Sul. Ele cruzou estas informações com os dados de produção agrícola da Emater/RS-Ascar e do IBGE, apontando a produção e o rendimento de grãos de soja e milho nas safras de 1974/75 até 2012/13.

Segundo a pesquisa, nos anos neutros há menos chuva no verão do que em anos com La Niña – e isso sim foi um problema na produção e rendimento da soja e do milho no RS. As duas maiores quebras de safra ocorridas no estado foram em 1990/91 e 2004/2005.

Nesta última houve redução brusca de nove milhões de toneladas e não foi constatado o fenômeno. “Foi a estiagem mais forte dos últimos 40 anos, mas neste ano ocorreu um El Niño fraco. A segunda maior quebra de safra, em 1991, foi em um ano neutro”, sustenta.

De acordo com Ronaldo, o estudo aponta duas conclusões: o rendimento médio dos anos de La Niña é igual ao rendimento médio dos anos de El Niño e que houve um menor rendimento médio em anos neutros. “São dois resultados surpreendentes”, concluiu.

 

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