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Notícias

24/09/2013

BNDES prevê R$ 1,75 bi para financiar construção de armazéns

​O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve reservar R$ 1,75 bilhão para financiar a construção de novos armazéns privados no Brasil. O valor é referente ao orçamento já autorizado para a contratação de operações por meio do PCA - Programa para Construção e Ampliação de Armazéns -, até 30 de junho de 2014. A instituição foi autorizada pelo governo a operacionalizar recursos da linha especial inclusa no Plano Agropecuário 2013/2014 e que pretende ampliar a oferta de espaços para receber a produção de grãos. Ao todo, serão R$ 25 bilhões investidos nos próximos cinco anos. O primeiro contará com R$ 5 bilhões. É uma tentativa de corrigir o déficit de armazenamento no país, atualmente estimado em 62 milhões de toneladas.
 
Ao Agrodebate, a gerência do Departamento de Suporte aos Programas Agropecuários do BNDES informou que propostas enviadas à instituição estão sendo avaliadas e que já houve contratações.
 
“As operações de valor superior a R$ 20 milhões poderão ser solicitadas diretamente ao BNDES, enquanto que as demais deverão ser solicitadas junto aos agentes financeiros credenciados”, informou o Banco.
 
O governo aposta que a oferta de crédito com juros baixos (3,5% ao mês) e as condições diferenciadas de pagamento (15 anos), estimulem o setor produtivo. "O governo está fazendo a sua parte, mas a dinâmica do setor é muito grande", diz o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, em uma referência ao crescimento da produção brasileira de grãos. De acordo com o representante do governo, com os R$ 25 bilhões em cinco anos será possível construir espaços para 68 a 73 milhões de toneladas.
 
"Será para suprir o déficit e acompanhar o crescimento que ocorre em termos de volume de produção", afirmou Geller, em recente entrevista concedida ao Agrodebate.
 
Somente em Mato Grosso, a capacidade estática é de 29 milhões de toneladas. No entanto, a soma das safras de soja e milho supera as 43 milhões de toneladas.
 
A linha especial, de acordo com os agentes financiadores.
 
PCA - Programa para Construção e Ampliação de Armazéns
 
BANCO DO BRASIL
 
BENEFICIÁRIOS: Produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas (PRODUÇÃO PRÓPRIA), Cooperativas de produtores rurais
 
LIMITE FINANCIÁVEL: Até 100% do valor do projeto
 
ENCARGOS FINANCEIROS: Taxa efetiva de juros de 3,5% a.a
PRAZO: Até 15 anos, incluídos até 3 anos de carência
 
FORMA DE PAGAMENTO
 
Principal: Parcelas semestrais ou anuais, de acordo com o fluxo de receitas do beneficiário, sendo a data base (pagamento) sempre no dia 15.
 
Encargos: Durante o período de carência, não é exigido o pagamento dos juros. Durante a fase de amortização são exigidos na mesma periodicidade de pagamento do principal.
 
PROJETO: Obrigatória a apresentação de projeto técnico específico, elaborado por profissional habilitado, além dos demais documentos exigidos nas operações de crédito rural. (Pode seguir o mesmo modelo de investimento do FCO).
 
PARA PESSOA JURÍDICA – PELO BNDES
 
Subprograma Cerealistas (Res. 4.238)
As operações do Subprograma Cerealistas estão sujeitas às seguintes condições específicas: (Re 4.238 art 1º) (*)
 
BENEFICIÁRIOS: sociedades empresárias cerealistas, com sede e administração no Brasil, que exerçam cumulativamente as atividades de secar, limpar, padronizar, armazenar e comercializar produtos in natura de origem vegetal;
 
ITENS FINANCIÁVEIS: investimentos fixos e semifixos, de forma conjunta ou isolada, relacionado à armazenagem de grãos;
 
LIMITE DE RECURSOS: até R$1.000.000.000,00 (um bilhão de reais);
 
TAXA DE JUROS AO BENEFICIÁRIO FINAL: 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) ao ano, em operações contratadas a partir de 1º/7/2013 até 31/12/2013;
 
PRAZO DE REEMBOLSO: até 180 (cento e oitenta) meses, incluído o prazo de carência de até 36 (trinta e seis) meses para o principal.
 
 
Autor:
Leandro J. Nascimento

Fonte: