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23/09/2015

Cadeia leiteira: qualidade de ponta a ponta


Do produtor à indústria, a cadeia leiteria brasileira avançou muito nos últimos anos. Somente na última década, a produção nacional deu um salto de 56%, passado de 23,5 bilhões de litros em 2004 para atuais 37 bilhões de litros. Mas, para que o país possa se tornar um grande exportador de lácteos, ainda será preciso novos avanços, avalia o diretor da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), Altair Antonio Valloto. Para o dirigente, que também é presidente da comissão organizadora do VI Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite (CBQL), o desafio é aumentar não apenas a produtividade, mas, principalmente, a qualidade do produto brasileiro. A discussão vai pautar os debates CBQL, que acontece em Curitiba de quarta-feira (23) a sábado (26).

Como uma matéria-prima de alta qualidade influência no processamento do leite na indústria?

Tudo começa com o produtor, na propriedade leiteira. Se não sair de dentro da porteira um produto de alta qualidade, é muito difícil, praticamente impossível, conseguir transformar este produto em excelência na ponta final da cadeia. Existem vários indicadores que medem e determinam essa qualidade, como, por exemplo, a contagem bacteriana total e a contagem de células somáticas. São indicadores que indicam o grau de higiene do leite, as condições de resfriamento do produto e a saúde das vacas. São testes obrigatórios, exigidos pela Instrução Normativa 62 do Ministério da Agricultura. E para isso, o Brasil já conta uma boa infraestrutura, por meio dos laboratórios da rede Brasileira de Qualidade de Leite.

Ao mesmo tempo em que temos exemplos de excelência, como é o caso da cadeia leiteira dos Campos Gerais, temos notícias de fraudes, como da operação Leite Compensado, que teve uma nova fase na semana passada. Isso arranha a imagem do leite nacional, seja no próprio mercado interno ou lá fora?

Lógico que arranha um pouco a imagem. Por outro lado, mostra que existe uma fiscalização e que os órgãos dos governos municipais, estaduais e federal estão atuando. Mas são casos pontuais, considerando o universo de produção do país. O Brasil já é o quarto maior produtor de leite do mundo, com 37 bilhões de litros anuais.

Mas apesar de ser um importante produtor, o Brasil ainda não figura entre os principais players exportadores de lácteos. As barreiras sanitárias limitam a expansão do setor para novos mercados?

O Brasil autossuficiente na produção de leite e as nossas exportações são pequenas e concentradas. Hoje, 47% do que exportamos vão para a Venezuela, 7% para a Arábia Saudita, 4% para a Angola e 3,5% para os países árabes. Para realmente sermos um player e entrar neste mercado de exportação, o que nós temos que fazer, como as cadeias do frango e da suinocultura fizeram, é ampliar a qualidade do leite, que, queira ou não queira, ainda é um gargalo para nós. Por isso o congresso reúne toda a cadeia produtiva, do produtor à indústria, para discutir este tema.

No Paraná, a criação de condomínios associativos tem sido a solução encontrada por muitos produtores para se manter competitivos em uma atividade de margens cada vez mais estreitas. Esta é uma tendência?

É uma tendência. Não só estadual, mas nacional. Outra tendência que estamos observando é a especialização, com parcerias entre grupos de produtores. Por exemplo, um grupo produz leite, outro grupo faz a cria e recria, um terceiro vai produzir alimentos para esses animais, e assim por diante. Então, provavelmente o produtor que tem uma média de produtividade baixa ou intermediária vai ter quer se associar a outros produtores ou então partir para este modelo de segmentação. No Paraná, apenas 6% produzem mais de 250 litros de leite por dia.

 

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