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Notícias

02/10/2015

CNA diz que bonificação ao produtor de leite é ponto chave para melhoria do produto


A bonificação paga pela indústria ao produtor de leite tem incentivado a melhoria da qualidade do produto brasileiro. Em algumas indústrias, se o produto estiver de acordo com os parâmetros de qualidade, como a baixa contagem bacteriana total (CBT) e de células somáticas (CCS) e o alto valor de proteína e gordura, o pecuarista recebe um adicional no preço base do leite. “Essa remuneração extra é um incentivo para que o produtor adote boas práticas para valorizar o produto. O sistema beneficia tanto a indústria quanto o pecuarista que tem o seu produto valorizado pelas melhorias adotadas e que resultarão em um avanço no setor lácteo”, afirma o assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Carlos Magno Campos.

O assunto foi discutido durante o 6º Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite, que reuniu aproximadamente 200 participantes, entre os últimos dias 23 a 26 de Setembro, em Curitiba, (PR). Segundo o assessor técnico da CNA, em todo o mundo, o consumidor está cada vez mais preocupado com a qualidade do leite, o que faz desse aspecto um dos mais relevantes quando se considera o comércio internacional do produto, principalmente para a abertura de novos mercados. “O leite com qualidade, além de aumentar o tempo de prateleira, pode ser um excelente marketing para garantir espaço no comércio internacional”, explica.

A qualidade e o perfil do leite dependem da nutrição do gado e o produtor pode utilizar essas características como recurso de avaliação nutricional de rebanhos. De acordo com Carlos Magno, o gado a pasto pode produzir um leite com mais teor de gordura, já o gado confinado, alimentado com altas quantidades de ração, produz com menos gordura. “O pecuarista deve estar atento às análises do leite, pois ela sinaliza se a dieta está de acordo com as necessidades do animal. Caso o produtor erre nesse manejo, fornecendo alimento muito concentrado, por exemplo, o teor de gordura vai diminuir, além de causar um quadro de acidose ruminal (doença metabólica) nesse animal”, alerta.

A parceria entre o produtor de leite e a indústria também é um ponto relevante para a cadeia produtiva. O setor defende a interação entre os elos para um produto de qualidade, sem a qual, aumentam as chances de perdas para ambas as partes. “É uma via de mão dupla. A indústria só fabrica um bom produto se a matéria prima for boa, e isso começa na fazenda com o manejo e ordenha adequados do rebanho”, diz Carlos.

Programa Leite Saudável 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) lançaram, nesta terça-feira (29/9), o Programa Leite Saudável que vai investir R$ 387 milhões na sanidade animal, para a qualidade do leite, com assistência técnica gerencial, melhoramento genético, marco regulatório e ampliação de mercados até 2019. O programa beneficiará 80 mil produtores de leite de mais de 460 municípios dos principais estados produtores: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Santa Catarina que, juntos, representam 72% da produção nacional.

Os produtores vão receber visitas técnicas mensais de consultores, nas propriedades, para elaboração de diagnósticos iniciais. Assim, eles estabelecem ações de correção das deficiências e melhoramento dos índices zootécnicos, o que deve representar maior renda para o produtor. Esse Programa só foi possível com a colaboração da CNA, do MAPA, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Cenário

O Brasil é o 4º maior produtor mundial de leite com 35,6 bilhões de litros produzidos em 2013, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atrás apenas dos Estados Unidos, Índia e China. O maior estado produtor de leite é Minas Gerais que responde por 27,18% de participação no mercado brasileiro, com 9,3 bilhões de litros por ano. Em seguida vem o Rio Grande do Sul com 4,5 bilhões de litros e 13,2% de participação, Paraná com 4,3 bilhões de litros e 12,7 %, Goiás com 3,7 bilhões de litros e 11% e Santa Catarina com 2,9 bilhões de litros e 8,5%.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Brasil exportou US$38,4 milhões em produtos lácteos no último mês de agosto. O principal produto embarcado foi o leite em pó, que somou 7 mil toneladas e US$ 34,5 milhões de receita. A Venezuela segue como maior importadora do leite brasileiro com 89,8% das compras. Já a Rússia inicia a importação do Brasil com queijos, manteiga e leite em pó, comprando 58 toneladas em agosto, totalizando US$ 266 mil.

 

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