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13/10/2015

Uma vida inteiramente ligada à terra


O agronegócio é responsável por 51% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso. Para plantar tanto e se destacar na produção de alimentos, os produtores rurais têm apoio de um profissional fundamental: o engenheiro agrônomo. Eles são responsáveis por conceber e orientar a execução de trabalhos relacionados à produção agropecuária. Seu dia é comemorado em 12 de outubro, quando, em 1933, foi regulamentada a profissão no Brasil.

A maioria dos agrônomos já tem a vida intimamente ligada à terra. Têm pais e avós agricultores e, com a possibilidade de profissionalização, decidiram cursar o ensino superior. É o caso de Franciele Dal’Maso, analista da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). “São cinco gerações da família que trabalham na agricultura. Em 2005, ingressei no curso superior visando a sucessão familiar. Ao formar, mesmo com o sonho de ajudar os pais, resolvi encarar novos desafios”, conta. Há seis anos na associação, ela está satisfeita em trabalhar com milhares de agricultores de Mato Grosso.

A supervisora de projetos Letícia Laabs da Rosa, que atua na região Leste, também tem o histórico familiar. Para ela, a Agronomia é mais que uma profissão: é um ensinamento de vida. “Feliz daquela família que ensina um filho pequeno a regar uma horta, semear uma semente de alface e depois saborear na mesa”, filosofa. Para ela, ser agrônoma é trabalhar todos os dias com aqueles que cultivam os alimentos do mundo.

O produtor rural em Nova Xavantina e vice-presidente da Aprosoja, Endrigo Dalcin, sempre soube que trabalharia nas lavouras da família. Cursou técnico agrícola no Ensino Médio e, depois, seguiu para a faculdade de Agronomia. “Sempre quis montar um escritório de consultoria nesta área, porque sentia a dificuldade do pai em relação à assistência técnica e orientação”, conta.

Para Letícia, o agrônomo é um dos principais profissionais responsáveis em contribuir na produção do que é mais importante para o ser humano, o alimento. Já Franciele compara o agrônomo a um médico, que cuida de seus pacientes, ou a um veterinário que cuida dos animais. “Os agrônomos cuidam das plantas e acredito que a complexidade é a mesma. A única diferença é que plantas não emitem sons, o que leva os profissionais dessa área a terem que observar e conhecer diversos outros fatores”, afirma.

Porém, como em toda área, há muitos desafios a serem enfrentados. Para Endrigo, o aumento da agricultura trouxe também a necessidade de avaliação de novos problemas, como pragas e nematoides, por exemplo. “Precisamos alertar os produtores rurais sobre a necessidade de trabalhar com o Manejo Integrado de Pragas (MIP), fazer uma agricultura mais sustentável, usar com racionalidade os fertilizantes e defensivos”, frisa.

Os profissionais que saem atualmente da faculdade também precisam rever seus conceitos e voltarem à origem da Agronomia, segundo Dalcin. “Acredito que alguns profissionais estão perdendo o foco e virando vendedores, talvez com uma visão muito imediatista. O agrônomo deve usar seu conhecimento para melhorar a produção e a produtividade, fazer uma agricultura sustentável”, finaliza.

 

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