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03/11/2015

Famato é pioneira na criação de instituto de levantamento de dados


Desde que foi criada, em 16 de dezembro de 1965, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) traz em sua essência a missão de representar os produtores rurais, sendo a maior porta-voz do Sistema Sindical Rural do Estado. Desde o início havia a preocupação de que para exercer sua representatividade, a Famato também deveria contribuir para um agronegócio mais forte. E foi justamente esse sentimento que estimulou a entidade a montar seu departamento econômico em 1998.

Nascia timidamente o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Composto por três economistas, o Instituto assumia o desafio de orientar os produtores rurais de Mato Grosso em relação ao crédito rural e ao endividamento agrícola – dois grandes problemas da classe na época.

Além de prestar auxílio aos produtores, o departamento econômico da Famato também gerava estudos com base nos dados que já existiam no mercado, como os da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Esses estudos eram realizados para subsidiar a diretoria da entidade, principalmente durante as reuniões com o governo do Estado. Com os estudos em mãos, ficava mais fácil lutar por melhorias para o setor", explica o presidente do Sistema Famato/Senar, Rui Prado.

Nos dez anos seguintes, a demanda por serviços e o número de colaboradores cresceram. Em 2008 o Imea deixou de ser um departamento da Famato e tornou-se uma entidade autônoma sem fins lucrativos, mantida pela própria federação e por associações de produtores. "Essa arquitetura financeira permitiu a ampliação da equipe e das pesquisas e levantamentos realizados pelo Instituto", conta o superintendente do Imea, Otávio Celidonio.

Hoje, o  Imea é referência no Brasil e no mundo no que diz respeito a produção de dados estratégicos. São muitos estudos e projetos socioeconômicos e ambientais em Mato Grosso produzidos a cada ano. "A Famato foi a primeira federação do país a criar um instituto focado em levantamento de dados econômicos. E enxergou antes de muitos, a alta demanda por dados que qualificassem suas reivindicações. Sem a visão e o respaldo da federação, o instituto não seria o que é hoje. Somos frequentemente procurados por outras federações que querem adotar o modelo criado pela Famato", acrescenta Celidonio.

Atualmente, o Instituto conta com quase 30 colaboradores que produzem estudos sobre as principais cadeias produtivas de Mato Grosso. Dez pessoas dessa equipe trabalham diariamente na coleta de preços e indicadores da agropecuária que são disponibilizados no site. O instituto também elabora boletins semanais que trazem as análises de mercado de soja, milho, algodão e bovinocultura de corte. Mensalmente, o Imea divulga um relatório de conjuntura econômica e outro sobre o mercado de leite.

Além desse trabalho de rotina, o instituto também faz estudos e projetos que são solicitados pelas entidades mantenedoras. O objetivo é fomentar as atividades econômicas representadas por essas entidades e garantir a vinda de novos investidores, além de buscar melhores políticas públicas junto ao governo.

Na lista de estudos publicados pelo Imea estão os diagnósticos da bovinocultura de corte, do leite, de florestas plantadas e da piscicultura. Outro projeto que merece destaque é o "Agro MT 2022 Outlook". Publicado em 2012, o estudo faz projeções do agronegócio em Mato Grosso para o ano de 2022.

Para os próximos anos, o Imea pretende se fortalecer como uma entidade que também faça a projeção de informações, que trabalhe com perspectivas de futuro.

 

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