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27/09/2013

Ministros mostram otimismo ao falar no Senado sobre desempenho da agricultura

​Brasília - O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, disse nesta quinta-feira (26) que o país deve “mais uma vez” ultrapassar a previsão de produção agrícola no próximo ano. “Nossa agricultura e nosso agronegócio vão muito bem. Estamos abrindo mercados. A previsão de produção no ano que vem é de 194 milhões de toneladas, e essas previsões vêm sendo sempre ultrapassadas”, disse o ministro, durante audiência na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado.
 
Convidado para detalhar o Plano Safra 2013/2014, lançado em junho, e os problemas de regularização fundiária e armazenamento da produção agrícola no país, o ministro antecipou que o governo está “estudando modernizações para o seguro atingir mais agricultores com maior eficiência”. Sem antecipar detalhes, Andrade garantiu que as medidas valerão para a próxima safra.
 
O seguro é um dos mecanismos mais demandados pelos agricultores. No ano passado, a produção agrícola de diversas regiões do país foram afetadas pela estiagem, avaliada como uma das mais intensas dos últimos anos. Recentemente, o governo divulgou novas expectativas para a safra de grãos, apontando que a colheita relativa ao período 2012/2013 deve atingir 187,09 milhões de toneladas, impulsionada pela produção de soja e de milho.
 
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, que também participou do debate, disse que o crédito disponibilizado para os pequenos agricultores aumentou 290% desde a safra de 2003/2004. “No ano passado, foram disponibilizados R$ 18 bilhões e foram contratados R$ 19,1 bilhões. Foi o primeiro ano que ultrapassamos o limite anunciado”, destacou.
 
Vargas ainda disse que o nível de inadimplência dos pequenos agricultores vem caindo progressivamente, desde que mecanismos como o seguro safra e os programas que garantem preço mínimo da produção foram ampliados. “A partir da nova modelagem do seguro, a inadimplência veio a quase zero. O seguro não segura só a operação de crédito, mas também um percentual da renda”, disse. Segundo ele, a inadimplência está abaixo de 5% para o setor.
 
“Se não fosse o agronegócio, nosso déficit na balança comercial teria mais US$ 50 bilhões”, avaliou Sérgio Souza (PMDB-PR). Ao mesmo tempo em que reconheceram o peso da área para as contas do país, os senadores alertaram para gargalos que ainda não foram completamente superados.
 
A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou o processo precário de armazenagem que ainda ocorre em regiões produtoras, como as de Mato Grosso do Sul. “Me admira seu otimismo, ministro. No Brasil, a safra fica armazenada no caminhão. Como a comercialização de commodity é muito rápida, ela é colhida e vai rápido para o porto. Mas não é o ideal”, disse.
 
Andrade rebateu, lembrando que hoje existe um programa que reserva R$ 25 bilhões para financiar armazenamento. “Acredito que, em cinco anos, não teremos mais essa fotografia da soja e do milho armazenados a céu aberto”, avaliou. Em junho, o governo anunciou que os recursos para agricultura empresarial somarão R$ 136 bilhões, e mais R$ 39 bilhões serão utilizados para financiar a agricultura familiar.
 
Edição: Davi Oliveira
 
 
Autor:
Carolina Gonçalves

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