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04/11/2015

Renda real do produtor rural paranaense dobrou em 15 anos


A renda média da agricultura paranaense dobrou nos últimos 15 anos. O Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuário, que mede o faturamento da porteira para dentro, aumentou 96% em termos reais (já descontada a inflação) entre 1999 e 2014, para R$ 68,1 bilhões.

No período, a microrregião de Wenceslau Braz, no Norte Pioneiro, foi a que mais cresceu, com avanço de 162%, para R$ 1,8 bilhão. A microrregião de Irati, no Sudeste, ficou em segundo lugar, com crescimento de 152%, Apucarana (Norte) vem em seguida, com 146%, Prudentópolis, com 142%; e Pato Branco com 127%, ambos no Sudoeste.

Os dados fazem parte de um levantamento inédito realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. Foram comparados os desempenhos de receita agropecuária das 39 microrregiões paranaenses (de acordo com a classificação do IBGE). A pesquisa utilizou as médias registradas entre 1997 e 1999 e 2012 e 2014. Os dados já descontam a inflação no período e utilizam a média para evitar distorções provocadas por eventuais efeitos de adversidades climáticas.

Embora a microrregião de Toledo, no oeste do Estado, seja a campeã do VBP em termos absolutos, com R$ 7,3 bilhões, a agropecuária cresce acima da média em várias regiões. Das 39 microrregiões, em 22 delas os produtores tiveram crescimento real da renda acima da média do Estado.

O engenheiro agrônomo Carlos Hugo Wincler Godinho, um dos responsáveis pelo levantamento, explica que Toledo, historicamente o maior VPB, tem um crescimento relativo mais lento justamente por isto, pois as cadeias que mais se expandiram no estado neste período já estavam consolidadas na região na década de 90. “O crescimento nesta região foi de 77%, abaixo da média estadual, o que reduziu a participação de Toledo, passando de 13% no final dos anos 90 para 12% atualmente”.

Maior potencial

Seguindo esta lógica, as regiões que têm maior potencial de crescimento são as menores, e isto é exatamente o que acontece na região de Wenceslau Braz. A microrregião abrange, além da cidade de mesmo nome, os municípios de Carlópolis, Guapirama, Joaquim Távora, Quatiguá, Salto do Itararé, Santana do Itararé, São José da Boa Vista, Siqueira Campos e Tomazina.

O crescimento é puxado pela avicultura e pela substituição de áreas erradicadas de café por culturas como soja, milho e trigo. “Embora tenha erradicado várias áreas, a cafeicultura também segue forte nessa região”, diz. Do VBP da microrregião, o frango responde por 21%, a bovinocultura, 20% e a soja 8%. O café, que já foi a principal atividade no passado, hoje representa 4%.

Tecnologia

O avanço tecnológico incorporado pelos pecuaristas, que por meio de confinamentos alavancaram a produção de carne bovina, produção de silagens e animais para recria, é um dos principais fatores de crescimento da região, de acordo com Godinho.

Para Marcelo Gomes, economista do Deral e também responsável pela pesquisa, o levantamento mostra que a renda cresce naturalmente em áreas onde ainda há espaço para expansão. “Em Wencelau Braz, por exemplo, há tendência de crescimento nas áreas de leite, soja e avicultura”, diz.

De acordo com ele, em Irati os destaques do VPB foram soja e leite; em Apucarana, a combinação de produção de hortaliças e o abate de aves. A avicultura também puxou a renda em Prudentópolis, assim como a produção de leite, que também estimulou, junto com o feijão, a renda dos agricultores de Pato Branco.

Diversificação

As áreas de maior avanço têm em comum a diversificação de culturas. Embora não seja um fator determinante de bom desempenho, a variedade de atividade agropecuária ajuda a reduzir a probabilidade de prejuízos. “É uma forma de diluir o risco. Quem aposta em uma única atividade pode ir ao céu e ao inferno”, diz Godinho. Foi o que aconteceu com a microrregião de Porecatu, na região Norte, que manteve suas apostas na produção de cana e foi a que teve menor crescimento no período nos últimos 15 anos, com avanço médio real de 34% no período analisado pelo Deral.

 

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