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Notícias

23/11/2015

“Simbiose” traz bons resultados para agricultura em MT, avalia Famato


A mudança na condição de importador de alimento para exportador e a pujança agropecuária que o Estado tem hoje foram estabelecidas em paralelo à implantação e à evolução da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato). A afirmação é de seu presidente, o produtor rural Rui Prado, durante as solenidades que celebram os 50 anos da entidade, completados neste ano. Consolidada como a principal representante dos agropecuaristas mato-grossense, a atuação da Famato extrapola a função sindical originária e contempla as necessidades e os pleitos de seus representados nas esferas tecnológica, econômica, política e de formação profissional.

Responsável por implantar um dos mais requisitados institutos de dados agropecuários do país, inclusive reconhecido mundialmente – o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) –, e a principal entidade formadora de mão de obra qualificada para o campo do Estado, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), a Famato comemora seus 50 anos de existência com saldo positivo ainda nos campos político e de fomento à tecnologia.

“Traçando um paralelo desse período todo, na década de 60, o Brasil importava alimentos. Hoje, nós somos um país que exporta alimentos, e Mato Grosso é o estado protagonista, pois é o maior produtor de grãos, fibra, de segunda safra, de pescado e tem também o maior rebanho bovino. E toda essa evolução que teve na agropecuária aconteceu, simultaneamente, no sistema que a representa. Todas as interações referentes ao setor, todas as iniciativas no sentido de melhorar logística, enfim, de alguma maneira, direta ou indiretamente, os produtores rurais, por meio das suas entidades, estavam presentes nesse momento. A Famato foi partícipe ativa de todo esse processo”, pontuou Prado.

O dirigente não esconde seu orgulho particular pela criação, na década de 1980, do Imea, considerado uma das principais conquistas da Famato. De acordo com ele, o Instituto, conta com gestão autônoma, atende às demandas de diversos setores do Estado no que diz respeito aos dados da agropecuária, inclusive a órgãos públicos. “Profissionalizamos o Imea e contratamos técnicos que trabalham nessa área de informação e que realmente têm condições de nos dar subsídios em relação aos números. No passado, não tínhamos isso de maneira consistente. Esse trabalho, quando bem orientado e de uma forma democrática e transparente, contribui para o desenvolvimento do Estado. O Imea atende todas as instituições do agro, o governo do Estado, a Assembleia Legislativa, a Associação dos Municípios, Brasília, no IPA (Instituto Pensar Agro, que subsidia a Frente Parlamentar da Agropecuária), o Ministério da Agricultura. Permite, enfim, avaliar o passado e prever ações para o futuro”, explica.

Senar/MT

Quando se trata de qualificação de profissionais para atuar nas lavouras e nos pastos de Mato Grosso, o Sistema Famato/Senar contabiliza mais de 750 mil pessoas preparadas em pouco mais de 20 anos de atividade do Senar/MT. Isso, para o presidente, também merece ser celebrado, tendo em vista que, fornecendo capacitação e de forma gratuita, é possível melhorar a qualidade de vida das pessoas e, consequentemente, de todo o Estado. “O Senar, através de lei foi incorporado ao Sistema Famato há 20 anos. Ele tem participado ativamente na qualificação profissional de pessoas no nosso Estado. Só neste último ano qualificamos cerca de 40 mil pessoas. Quem se qualifica, melhora sua condição de vida, o que reflete em uma melhoria para Mato Grosso”, destacou Prado.

Protagonismo 

A forma como os produtores rurais de Mato Grosso, cuja atividade em escala se iniciou na década de 1970, organizam-se em torno das entidades representativas é justamente o segredo de sucesso da atuação da Famato, conforme o presidente. “A Famato é a voz do produtor rural. Individualmente, todos nós somos fracos. Quando nos unimos em torno da Famato e dos sindicatos rurais, nos tornamos fortes e é aí que vem o eco, a ressonância dos nossos anseios para toda a sociedade brasileira”, disse, ao relembrar manifestos realizados pela classe rural no país que contaram com a participação ativa da entidade em prol de questões econômicas. “Foram quatro grandes manifestações de rua: os ‘caminhonaços’ I e II, o ‘tratoraço’ e o grito do Ipiranga, quando os produtores brasileiros reivindicaram seus direitos, naquele momento, com relação ao endividamento, crédito, seguro rural, etc. E a Famato participou ativamente dessas questões”, enumerou.

O engajamento nas decisões políticas em âmbito nacional e estadual também faz parte das atribuições da Famato e, em virtude disso, tornou-se uma entidade que já deu origem a diversos nomes do cenário político de Mato Grosso. Ex-presidentes da entidade, como Bento Lobo (ex-prefeito de Cuiabá e deputado federal), Zeca D’Ávila (ex-deputado estadual) e Homero Pereira (ex-deputado estadual e federal), ocuparam cargos eletivos via voto popular.

 

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