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24/11/2015

Tecnologias de irrigação de Israel servirão de modelo para capacitações do SENAR


Exemplo para o mundo em tecnologias de irrigação e gestão do uso da água, Israel será modelo para futuros programas de capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) nessa área. A afirmação foi feita pelo secretário executivo da entidade, Daniel Carrara, durante uma videoconferência que teve como tema a viagem técnica realizada a Israel, em outubro deste ano.

Daniel Carrara ressaltou que as ações para irrigação são prioridade dentro da instituição. Segundo ele, a visita teve a intenção de absorver tecnologias, trocar informações e identificar parceiros para a criação de um programa de capacitações para técnicos e produtores rurais brasileiros, além da produção de materiais didáticos sobre irrigação.

“O nosso primeiro desafio é definir que tipo de ações vamos fazer levando em consideração as características climáticas e produtivas de cada região e grupo de produtores. Sabemos que em alguns lugares a irrigação é uma ferramenta tecnológica, enquanto em outras é um meio de subsistência. Vamos estabelecer grupos de capacitação semelhantes ao que já fazemos na área de Agricultura de Precisão”, destaca.

A videoconferência, que aconteceu nesta segunda-feira (23/11), reuniu representantes das superintendências regionais do SENAR de todo o Brasil. O coordenador de Sustentabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Nelson Ananias Filho, e o assessor técnico do SENAR, Rafael Nascimento da Costa, que viajaram à Israel com o assessor técnico do SENAR-RN, Josimar Gomes, apresentaram um relatório com os resultados das visitas que fizeram.

Gestão do uso da água

Mais do que ser referência em pesquisa e desenvolvimento de equipamentos para irrigação, Israel é modelo em gestão e gerenciamento do uso da água. Esse é um dos pontos que mais chamou a atenção dos brasileiros durante a visita técnica. Eles participaram da Watec, uma das feiras mais importantes do mundo sobre irrigação, e conheceram empresas de equipamentos, infraestrutura hídrica e tecnologia. O roteiro passou pela Soreq (maior usina de dessalinização do mundo), Netafim (que produz equipamentos de irrigação por gotejamento e microaspersão) e a Mekorot (empresa nacional de água de Israel).

Nelson Ananias observou que o principal problema enfrentado pelos israelenses é a escassez de água. Na região norte, que registra os maiores índices pluviométricos do país, a média anual fica entre 800 e 1.000 milímetros. Ele explicou os quatro pilares fundamentais desenvolvidos para enfrentar essa situação: tratamento e reúso da água, manejo consciente, dessalinização e irrigação por gotejamento.

“Fomos até Israel para entender como podemos interagir, trocar tecnologias de mitigação e trazer esses contatos para que os nossos técnicos aproveitem da melhor maneira possível. Todas essas informações estão disponíveis e eles estão abertos para a troca de experiências”.

Entidades de pesquisa, extensão e capacitação também fizeram parte da visita técnica. O grupo conheceu o Volcani Institute (organização com atuação em pesquisa agrícola, semelhante à Embrapa brasileira), o Instituto Galillee (que promove capacitações de técnicos em diversas áreas agrícolas e de meio ambiente) e o Arava Institute (empresa de inovação voltada ao desenvolvimento de pesquisas para desenvolvimento no deserto).

“O Instituto Galillee, assim como o SENAR no Brasil, é a entidade referência na área de capacitação agrícola. Eles já desenvolvem programas e convênios com outros países na área de agricultura e têm interesse na América Latina. Existe a possibilidade de fecharmos um termo de cooperação, basta definir o que cada instituição vai fazer e captar recursos para isso”, observa Rafael Nascimento da Costa.

 

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