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01/10/2013

Governo busca atrair iniciativa privada para melhorar infraestrutura

O governo federal enfrenta problemas com a liberação de concessões e com a construção de estradas e ferrovias e, agora, planeja atrativos para a iniciativa privada. Os produtores e especialistas temem um novo caos logístico no escoamento da safra de grãos em 2014. O programa brasileiro de investimentos em infraestrutura esbarra na desconfiança e na falta de interesse das empresas. O dilema está na possibilidade de intervenção estatal e na falta de objetividade da regulação dos processos.
 
Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o governo já estuda maneiras de atrair a atenção para as concessões e leilões de estradas e ferrovias, já que a infraestrutura é um dos carros-chefe do projeto que prevê o aumento do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) atual, que é de 2,4% para 4% em até 10 anos.
 
– Esse programa de concessões está se tornando cada vez mais atraente. Nós estamos caprichando para que ele esteja bem rentável e atrativo. Como o Brasil atrasou os investimentos em infraestrutura nesses últimos 40 anos, nós investimos poucos em infraestrutura, e como a economia cresceu nos últimos 10 anos, cresceu a demanda, a necessidade da população, tudo isso faz com que haja uma demanda implantada para esses investimentos – afirmou o ministro.
 
– Para que a gente possa lançar o Brasil em outro patamar, nós precisamos do governo e da iniciativa privada, tanto nacional, quanto estrangeira. Isso precisa andar junto. Se nós conseguirmos convergir, aí sim o Brasil dará um salto. O governo precisa entender que o capital privado é necessário, e o capital privado tem que entender que as condições dadas são as adequadas para fazer o investimento. Essa é a discussão. Se não tem o investimento, é porque as condições ainda não foram dadas – opina o empresário Benjamin Steinbruch.
 
Dos 24 leilões de concessão previstos para este ano, apenas quatro devem ser realizados. O governo já cogita a possibilidade de adiar o leilão da Ferrovia Norte-Sul, entre Maranhão e Pará, por falta de interesse dos investidores. Outro exemplo desse desinteresse é o leilão da concessão da rodovia BR-262, que liga Vitória, no Espírito Santo, ao Triângulo Mineiro.
 
– Basicamente, isso reflete uma dificuldade do setor rodoviário. Nas rodovias em que você tiver menos tráfego, mas uma necessidade de investimento maior, a tarifa de pedágio pode ficar muito alta. O governo parece ter isso bastante claro, a julgar pelas declarações da ministra Gleisi Hoffmann, e está entendendo que sempre que não for possível fazer uma concessão, esse trajeto vai ser convertido em uma parceria público-privada, em que parte da receita da concessionária pode ser paga pelo governo, como qualquer serviço público, ou em obra pública convencional – explica o economista Marcelo Miterhof.

Autor:
Wlyssys Wolfgang

Fonte: