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Notícias

20/01/2016

Técnicos fazem monitoramento de pragas na soja na região de Santa Maria


O Manejo Integrado de Pragas (MIP), a tecnologia do monitoramento da população de insetos e pragas nas lavouras agrícolas, está ocorrendo semanalmente em 20 dos 35 municípios de abrangência da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Maria. O trabalho dos técnicos começou no final de novembro e tem como objetivo fazer o manejo eficiente de pragas que atacam principalmente as lavouras de soja na região.

 

 

O MIP é considerado uma boa prática agrícola, porque reduz principalmente o uso de inseticidas e de fungicidas nas áreas monitoradas. No Rio Grande do Sul, a estratégia é diminuir um terço do número das aplicações e essa meta será atingida de forma muito tranquila, antecipa o assistente técnico estadual de culturas da Emater/RS-Ascar, Alencar Rugeri. Os resultados finais da adoção do MIP em todo o Estado serão divulgados em março deste ano pela Emater/RS-Ascar, segundo Rugeri.

 

O monitoramento constitui-se em inspeções semanais para verificar o número e o tamanho das pragas existentes na lavoura, assim como o nível de danos já ocasionados em relação ao estágio de desenvolvimento da planta. Para essas inspeções, se usa o pano-de-batida, que consiste em um pano de 1m x 1,5m de largura, de cor branca, que é colocado numa fileira de soja para coletar amostras das pragas e identificar os inimigos naturais. Em função dessa contagem, será avaliada com o agricultor a aplicação ou não de produto na lavoura, explica o assistente técnico da área de grãos do escritório regional da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, Luiz Antonio Rocha Barcellos. Segundo Barcellos, são feitas de seis a oito batidas de pano por lavoura. As pragas e inimigos naturais que caem sobre o tecido são registrados em fichas de acompanhamento técnico.

 

As principais lagartas da lavoura de soja encontradas na região são a lagarta-da-soja, falsa medideira, Helicoverpa sp. e Spodoptera sp. Os principais percevejos são o fede-fede, o percevejo pequeno e o percevejo marrom, além da ocorrência da ferrugem asiática. De acordo com Barcellos, os levantamentos iniciais mostram pouca incidência de lagartas nas lavouras da região. O que reforça a ideia de retardar as aplicações de agrotóxicos, ou de aplicar sem necessidade, dando tempo para a entrada de inimigos naturais que combatem a lagarta, avalia Barcellos.

 

Ferrugem Asiática

Na região, o monitoramento da ferrugem asiática na soja é feito semanalmente em cinco municípios (Ivorá, Faxinal do Soturno, Tupanciretã, Vila Nova do Sul e São Francisco de Assis), todas as terças-feiras, durante todo o ciclo da cultura. Os técnicos da Emater/RS-Ascar dos municípios coletam o material (folhas) e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) analisa as amostras recebidas, identificando a presença ou não da ferrugem asiática. O trabalho é feito em parceria com o Departamento de Defesa Fitossanitária da UFSM, coordenado pelo professor Ricardo Silveiro Balardin.

 

No início de janeiro deste ano, o monitoramento da ferrugem asiática apontou ocorrências da doença nas lavouras de soja dos municípios de Ivorá, na Quarta Colônia de Imigração Italiana, e em São Francisco de Assis, no Vale do Jaguari. A doença foi identificada na fase vegetativa da soja, bem no cedo. Assim, o monitoramento vai seguir até os agricultores fazerem a colheita da lavoura, informou Barcellos.

 

MIP

O Manejo Integrado de Pragas da Soja está sendo feito na região de Santa Maria e em outras regiões do Estado, em conjunto com a Embrapa Trigo. Posteriormente, os resultados serão tabulados e apresentados para o público, além de serem utilizado em dias de campo e publicações. O objetivo é levar grupos de agricultores para assistir a aplicação da batida de pano, para que a tecnologia tenha difusão em longo prazo. Temos que mostrar para o agricultor que é possível reduzir o número de aplicações de agrotóxicos fazendo o monitoramento, frisou o técnico da Emater/RS-Ascar. Na região de Santa Maria, técnicos dos 20 municípios envolvidos com o MIP estão recebendo treinamento a campo sobre a metodologia da batida de pano e repassando as informações para os agricultores.​

 

Fonte: