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Notícias

22/01/2016

Milho volta a subir, sustentado pelo dólar

A quinta-feira (21) foi mais um dia de alta aos preços do milho no mercado interno brasileiro. Em São Gabriel do Oeste (MS), o preço da saca do grão subiu 7,81%, para R$ 34,50.
 
Nas praças de Ubiratã, Londrina e Cascavel, ambas no Paraná, a valorização foi de 3,23%, com a saca do grão a R$ 32,00. Em Jataí (GO), a cotação também chegou aos R$ 32,00 a saca, com ganho de 3,23%. Em Paranaguá, a saca permaneceu estável em R$ 43,00/sc.
 
Na região de Campo Novo do Parecis (MT), o preço da saca subiu 1,92%, para R$ 26,50. Em Não-me-toque (RS), o ganho ficou em 1,64%, com a saca negociada a R$ 31,00. Já na região de Tangará da Serra (MT), o dia também foi positivo, com a saca do milho a R$ 26,80 e alta de 1,13%. Mais uma vez, as cotações encontram sustentação na valorização cambial.
 
Por sua vez, a moeda norte-americana subiu 1,47% e encerrou o dia a R$ 4,1655 na venda, acima da máxima histórica de fechamento anterior a R$ 4,1461, patamar registrado em 23 de setembro de 2015. Na máxima do dia, o câmbio tocou o nível de R$ 4,1737. Segundo a agência Reuters, o dólar foi impulsionado pela medida do Banco Central em manter os juros básicos em 14,25% diante das dúvidas sobre a comunicação e a estratégia da política monetária.
 
De acordo com levantamento realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a valorização do milho ultrapassa os 18% na parcial de janeiro no interior de São Paulo. Isso porque, com o dólar em alta as exportações brasileiras de milho permanecem aquecidas desde o mês de outubro. E a projeção é que na nesta temporada, os embarques do cereal superem as 35 milhões de toneladas. Com isso, os analistas destacam que o Brasil já se consolidou como um grande player de milho no mercado mundial.
 
Consequentemente, os estoques nacionais ao final desta temporada, em 31 de janeiro, devem ser menores. O que associado às expectativas de menor oferta na safra 2015/16 contribuem para a disparada dos preços internos. Em reais, os atuais patamares são os maiores desde meados de 2013 ou do primeiro trimestre de 2014, a depender da região, ainda de acordo com dados do centro de pesquisa. O Indicador ESALQ/BM&Bovespa do milho, referente à região de Campinas, subiu 17,6% na parcial do mês, fechando a R$ 43,31 a saca de 60 kg na última quarta-feira (20).
 
BM&F Bovespa
 
Já na BM&F Bovespa, as principais posições da commodity fecharam o pregão desta quinta-feira (21) em campo misto, bem próximas da estabilidade. As primeiras posições acumularam perdas entre 0,26% e 0,49%. O vencimento março/16 era cotado a R$ 40,80 saca, depois de encerrar o dia anterior a R$ 41,00. Apenas o contrato setembro/16 exibiu ligeiro ganho, de 0,25% e negociado a R$ 36,59 a saca.
 
Bolsa de Chicago
 
Em mais um dia de volatilidade, os preços futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam o pregão em campo negativo. Após testar os dois lados da tabela, as principais posições do cereal encerraram o dia com quedas entre 1,50 e 1,75 pontos. O vencimento março/16 era cotado a US$ 3,67 por bushel, após iniciar o dia a US$ 3,69 por bushel. Já o contrato maio/16 era negociado a US$ 3,71 por bushel.
 
No mercado internacional, as cotações não conseguiram consolidar o terceiro dia consecutivo de alta e finalizaram o dia em queda. O mercado ainda atravessa um momento de escassez de informações que possam alavancar as cotações do cereal. Nos últimos dias, as cotações subiram com o movimento técnico de cobertura de posições vendidas por parte dos investidores.
 
Nesse instante, as informações de demanda seguem sendo observadas. Amanhã, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz novo boletim de vendas para exportação. Na semana anterior, o número ficou em 669,2 mil toneladas, no acumulado na semana encerrada no dia 7 de janeiro. Ainda assim, os números oficiais indicam que as vendas de milho estão cerca de 25% abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior.
 
Em relação à safra americana, a Informa Economics estimou a área do cereal em 35,96 milhões de hectares. A projeção ficou abaixo do indicado em dezembro, de 35,99 milhões de hectares. Na safra 2015/16, a área total semeada com o grão ficou em 35,61 milhões de hectares e a produção em torno de 345,48 milhões de toneladas, conforme último boletim de oferta e demanda do departamento americano.
 
 
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