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22/02/2016

Brasil deve bater novo recorde de movimentação portuária em 2016, diz Antaq


O recorde de movimentações portuárias registrado em 2015 deverá ser batido novamente em 2016, informou o diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Mário Povia. A expectativa dele e de outros diretores da agência foi manifestada nesta quinta (18), em meio a um balanço sobre os números apresentados pelo setor. De acordo com a Antaq, os portos brasileiros movimentaram 1 bilhão de toneladas em 2015. As informações são da Agência Brasil.

“O número é 4% maior do que o registrado em 2014. Com isso, a participação brasileira na movimentação marítima internacional [que em 2015 chegou a 20 bilhões de toneladas] ficou em 3,8%”, disse o diretor-geral. Segundo ele, a ligeira diferença entre os números apresentados pela Antaq e os apresentados nesta quarta (17) pela Secretaria de Portos se deve à variação que é registrada semanalmente pelas bases de dados usadas pelos dois órgãos.

“Nossa expectativa é que em 2016 o recorde seja novamente batido. Estou bastante convicto disso”, disse Povia. Segundo ele, um conjunto de fatores extraportos deverá contribuir o novo recorde. “Estamos dotando o país de estruturação. Nossa expectativa é que a melhoria no modus operandi das ferrovias também contribua para isso”, afirmou.

Para o diretor, o crescimento de 4% nas movimentações portuárias, obtido em meio a um Produto Interno Bruto recuado, se deve em primeiro lugar ao fato do país dispor de uma infraestrutura que melhor responde às demandas. Em segundo lugar, Povia aponta o favorecimento cambial [dólar em alta] para exportação de commodities; e em terceiro lugar, a safra brasileira, que ano a ano vem apresentando resultados bastante positivos.

O mercado de commodities agrícolas certamente continuará forte, com previsão de chuvas e de maior produtividade. A expectativa é de uma boa movimentação de granéis e vegetais. A de celulose também está indo muito bem, a exemplo dos minérios. “Os [produtos] siderúrgicos terão incremento, e o agronegócio, com entrada de fertilizantes, deverá ficar mais forte. Já os contêineres dependerão da economia, que a meu ver deverá ser menos ruim do que em 2015”, argumentou o diretor.

Povia explica que a crise pela qual passa o país poderá favorecer mudanças nas operações “feitas por meio de uma estruturação, que está cada vez mais forte. Por exemplo, as empresas [de logística] do setor rodoviário poderão fazer as contas e concluir que o escoamento de cargas pode ficar mais barato pelo modal aquaviário, inclusive de cabotagem. Tudo são janelas de oportunidades que surgem”.

Segundo a Antaq, a movimentação de graneis sólidos nos portos brasileiros aumentou 7,24% em 2015, atingindo a marca de 632,6 milhões de toneladas, enquanto a movimentação de carga geral solta cresceu 5,71% (48,6 milhões de toneladas). Já as de granel líquido e as de contêineres registraram quedas de 2,39% e de 1,13% (226,2 milhões e 99,9 milhões de toneladas, respectivamente).

O minério de ferro foi o produto que mais contribuiu para a movimentação de cargas no país, chegando a um total de 400 milhões de toneladas (crescimento de 5,2% na comparação com o ano anterior). Em segundo lugar estão os combustíveis, com 232 milhões de toneladas (queda de 2,1% na comparação com 2014).

“O Arco Norte está com uma logística mais racional, principalmente para a produção do centro-norte. Mas, apesar disso, boa parte ainda é escoada via porto de Santos”, disse ele. “A Antaq identifica reflexos bastante positivos nos portos do Pará e do Maranhão. O Porto de Itaqui [MA], por exemplo, cresceu 87% por causa da entrada em operação de grandes armazéns e por causa da melhora da infraestrutura logística, com a chegada da ferrovia [as interligações concluídas na Ferrovia Norte-sul]”, acrescentou.

De acordo com a Antaq, a exportação agrícola por meio do Arco Norte passou de 16% para 21%, número que pode crescer ainda mais, uma vez que 58% da produção agrícola brasileira está naquela região a chamada nova fronteira agrícola, que abrange áreas das regiões Centro-Oeste e Norte.

Povia ressaltou que a queda registrada no número de atracações (-7,7%) representa uma boa notícia, já que indica maior produtividade. “É positivo, porque há mais navios maiores nos rios brasileiros. Esses rios apresentam agora maior profundidade [após a conclusão de obras de dragagem]. Com isso há um melhor aproveitamento nas atracações. É importante reconhecer que esses ganhos são oriundos dos investimentos em infraestrutura”, completou.

 

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