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Notícias

02/03/2016

Política de crédito começa a ser discutida

 

A ampliação do teto do limite de crédito individual para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP 2016/17) será uma das sugestões apresentadas por representantes de Mato Grosso, nesta semana, durante encontro com outros representantes do setor agropecuário em âmbito nacional. A proposta é elevar o teto de R$ 1,2 milhão por CPF para R$ 2,4 milhões e assim, abranger uma parcela maior de produtores do Estado, conforme cálculo realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O valor atual permite apenas o custeio de menos da metade dos gastos operacionais da grande maioria dos produtores de Mato Grosso.

O PAP apresenta os recursos federais disponibilizados anualmente para os produtores rurais com taxas de juros controladas que contribuem para o financiamento da produção da agropecuária brasileira. Mas para fazer diferença no dia-a-dia do produtor estadual, a elevação do teto individual será uma das propostas que a Federação da Agricultura e Pecuária (Famato) irá a partir de hoje em encontros promovidos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), em Goiânia. Participarão os representantes das federações do Centro-Oeste.

O objetivo da CNA é o de discutir ações prioritárias e estratégias que viabilizem instrumentos de política agropecuária adequados às particularidades regionais. "A Famato sempre participa das reuniões da CNA que até o ano passado eram realizadas com todas as federações do Brasil. Vemos a regionalização da reunião de forma positiva, já que o país é grande e cada região possuí características próprias", avalia a analista de Agricultura da Famato, Karine Machado que estará presente na reunião.

Nos dias 3 e 4, a Famato também estará presente no Seminário Preparatório para o Plano-Safra 2016/2017 promovido pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) com o apoio do Instituto Pensar Agropecuária, em Brasília. No evento serão identificadas as linhas que poderão ser desenvolvidas por entidades de classe do agronegócio, governo, agentes financeiros, seguradoras, especialistas em política agrícola e entidades parceiras para a elaboração de uma proposta de Plano-Safra melhor coordenada entre o setor público e privado. "Essa é mais uma importante oportunidade de debatermos de forma nacional os pontos que precisam ser melhorados na política de crédito agrícola brasileira", acrescenta Karine.

Além de participar dessas reuniões, a Famato, juntamente com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), vai encaminhar ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) as propostas específicas do Estado. "Todos os anos o Imea prepara estudos para subsidiar nossos pedidos ao Mapa. O aumento do limite de crédito e a manutenção das linhas de crédito do plano vigente estão entre as solicitações que faremos", conta a analista.

Segundo dados do Imea, os recursos federais representaram 15% do custeio da safra de soja 2015/16 de Mato Grosso, ou seja, R$ 2,4 bilhões do total de R$ 16,16 bilhões investidos na safra atual. O valor é considerado baixo quando comparado com as demais fontes de financiamento, como, por exemplo, os recursos disponibilizados pelas multinacionais e as revendas de grãos e fertilizantes que juntas representaram 34% do valor de custeio da safra atual.

PCA 

A manutenção do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) será um dos pedidos da Famato para o próximo PAP. A analista lembra que a criação do programa foi uma solicitação das entidades de Mato Grosso atendida desde o plano referente à safra 2013/14. "O PCA foi uma das nossas grandes conquistas, visto que o déficit de armazenagem no Estado é muito alto. Por isso vamos lutar pela manutenção deste programa", afirma Karine.

Pecuária

A permanência das linhas de crédito que atendem à atividade também é outra reivindicação que será apresentada pelo setor produtivo de Mato Grosso. "Temos o maior rebanho bovino do Estado e durante muito tempo lutamos para ter linhas específicas para atender essa cadeia. Em 2014 nosso pedido foi atendido e queremos que essas linhas sejam mantidas no próximo PAP", acrescenta.

Seguro Rural

Outro pedido das entidades de Mato Grosso que vem sendo acatado pelo Mapa é a não obrigatoriedade do seguro rural. "Nós não somos contra o seguro, mas acreditamos que as apólices não contemplam as necessidades dos produtores de Mato Grosso, já que aqui não sofremos com graves problemas climáticos como os estados do Sul do Brasil. Esperamos que este ano o Mapa continue permitindo que a adesão seja facultativa".

 

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