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18/03/2016

Cartilha sobre bem-estar animal promove capacitação para cadeia produtiva de suínos


O bem-estar animal (BEA) é um tema que vem sendo discutido com frequência no setor agropecuário. Boas práticas de produção que vão desde o manejo até o transporte e abate, no frigorífico, podem garantir uma carne de qualidade, mais magra, nutritiva e mais saudável. Pensando em aperfeiçoar cada etapa da produção na suinocultura, visando as boas práticas na granja, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) lançou a série de cartilhas “Bem-estar animal na produção de suínos” para capacitar profissionais envolvidos nessa cadeia produtiva.

As cartilhas foram apresentadas, nessa quarta-feira (16/03), durante o encontro “Perspectivas de Mercado e Oportunidades para a Suinocultura”, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explicou que o objetivo do material é gerar informações práticas e aplicáveis, que possibilitem estabelecer metodologia das principais rotinas nos diferentes setores da granja. “Elas atendem as áreas que vão desde o carregamento, transporte, descarga até o abate no frigorífico”, disse Lopes.

O material é dividido em três módulos de acordo com as fases do processo produtivo, sendo eles: toda granja – práticas de manejo e características das instalações nas granjas; transporte – manejo de embarque e transporte para o frigorífico, e frigorífico – da recepção até o abate com garantia de qualidade. “A ABCS acredita que a capacitação técnica dos atores envolvidos na cadeia suinícola é fundamental para ampliar a competitividade, a partir da padronização das ações do processo produtivo relacionadas ao bem-estar animal”, afirmou Marcelo Lopes.

A série de cartilhas foi desenvolvida pela ABCS, com o apoio da CNA, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae - Nacional).

Durante o encontro, que reuniu aproximadamente 300 participantes, dentre lideranças do setor, produtores e estudantes universitários, também foram discutidos o cenário econômico da atividade agropecuária, até 2026, e as perspectivas do mercado de milho para 2016. O professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Marcos Fava Neves, enfatizou que a agropecuária passará por mudanças estruturais nos próximos anos como impulso às tecnologias redutoras de custo e de uso de recursos. “O uso da água e da terra terá algumas restrições, assim como as dificuldades com mão de obra”.

A palestra sobre as perspectivas do mercado do milho foi ministrada pelo Secretário de Política Agrícola do Mapa, André Nassar, que garantiu o impacto do aumento do grão na ração. “Os suinocultores sentirão os custos de produção elevados por conta do preço do milho, com aumento de R$ 10 no valor da saca”, disse. O secretário afirmou que uma alternativa para aliviar o produtor de suínos é a compra do milho a balcão, em leilões públicos. “A venda a balcão pode ajudar a estabilizar o preço e suprir a demanda do grão que está em falta no mercado interno”, finalizou Nassar.


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