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21/03/2016

Plano Energético do Rio Grande do Sul faz diagnóstico do setor


O governo gaúcho apresentou, na quinta-feira (17), o Plano Energético do Rio Grande do Sul, que tem como objetivo servir de ferramenta para traçar as estratégias nessa área nos próximos anos. O trabalho, que teve a cerimônia de lançamento realizada no Palácio Piratini, foi desenvolvido no período de um ano pela Secretaria de Minas e Energia.

O titular da pasta, Lucas Redecker, comenta que era preciso atualizar os dados disponíveis para fazer um diagnóstico do setor energético e elencar as obras de infraestrutura necessárias. O dirigente aposta que o Rio Grande do Sul será conhecido, futuramente, como um "exportador" de energia para as demais regiões do Brasil. Entre os obstáculos que precisam ser superados para que a meta seja concretizada, o secretário cita a questão da burocracia e dos custos com os licenciamentos ambientais. Em contrapartida, o Estado apresenta várias oportunidades para aumentar a geração de energia através de diversas fontes (eólica, hídrica, carvão, biomassa, gás, solar etc).

Uma vantagem ressaltada pelo plano é o potencial da energia eólica. O Rio Grande do Sul possuía, ao final de outubro do ano passado, a segunda maior potência dessa fonte instalada no mercado nacional (20,1% do total). O primeiro do ranking era o Rio Grande do Norte (34,4%) e depois o Ceará (18,5%). O Brasil tinha, naquela ocasião, 6.679,9 MW instalados em 275 usinas eólicas. Hoje, o Estado possui 1.548,4 MW (o que corresponde a cerca de 18% da capacidade instalada no País) em 66 parques eólicos.

O potencial eólico em todo o Rio Grande do Sul, levando em conta medições até 100 metros de altura, chega a 102 mil MW, sendo que mais de 40 mil MW concentram-se na região da Fronteira-Oeste. Apesar disso, o município mais promissor nesse campo está no Extremo Sul do Estado. O Atlas Eólico aponta Santa Vitória do Palmar (10 mil MW) como a cidade com maior potencial eólico, seguida por Uruguaiana (7,2 mil MW), Alegrete (7,05 mil MW), Santana do Livramento (7,02 mil MW), Rio Grande (5,7 mil MW), Quarai (4,7 mil MW), Dom Pedrito (4,6 mil MW), Arroio Grande (4,6 mil MW), Mostardas (3,8 mil MW), Jaguarão (3,6 mil MW) e Lavras do Sul (2,74 mil MW).

O Plano Energético demonstra que o Estado reúne condições atrativas para a instalação de novos empreendimentos nesta área, para o estabelecimento de empresas fabricantes de máquinas e equipamentos da cadeia produtiva, bem como para prestadores de serviços especializados (engenharia, logística, montagem e manutenção). A projeção da Secretaria é que, até maio de 2018, o Rio Grande do Sul terá 2.053,2 MW instalados em 91 parques eólicos, que absorverão um investimento de aproximadamente R$ 8,6 bilhões.

Levantamento indica oportunidades na operação de PCHs

Entre outras iniciativas, o Plano Energético propõe ações para viabilizar a expansão da geração através das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). De acordo com o trabalho, esses empreendimentos enriquecem a matriz energética estadual e atraem a participação do interesse privado pela facilidade de implantação, pelos incentivos fiscais concedidos e pela taxa de lucratividade.

O estudo sugere a reforma de PCHs ou de turbinas paradas, já que a repotencialização de antigos complexos hidrelétricos é de baixo custo, não tem impacto ambiental e pode ser feita rapidamente. A despesa por MW repotencializado pode equivaler a apenas um quinto do gasto com o MW de uma nova PCH. Atualmente, o Rio Grande do Sul verifica 50 empreendimentos dessa natureza em operação, com capacidade de 559 MW. O secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker, adverte que, para esse setor desenvolver-se mais rapidamente, é necessário avançar quanto aos inventários das bacias hidrográficas. Hoje, apenas três das 25 que se encontram no Estado já foram inventariadas.

O dirigente acrescenta que a velocidade na implantação de projetos na área de energia também dependerá dos estímulos apresentados aos empreendedores. Redecker argumenta que, com o Plano Energético, o Estado pode avaliar se é aconselhável ou não conceder incentivos para determinadas iniciativas. O presidente do Comitê de Operação e Planejamento do Sistema Elétrico do Rio Grande do Sul (Copergs) e da Rio Grande Energia (RGE), Roberto Sartori, considera o planejamento como fundamental. "Ainda mais em um setor em que as ações não acontecem imediatamente", frisa o empresário. O governador José Ivo Sartori concorda com o executivo e frisa que o processo de planejamento precisa estar, constantemente, em construção. Redecker adianta que, a cada dois anos, as informações do Plano Energético deverão ser atualizadas. Além dessa pesquisa, o governo realizará ainda, mais adiante, o mapeamento do biometano (biogás purificado de origem orgânica) e da energia solar.


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