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Notícias

28/03/2016

Porto de RS prevê embarcar para exterior volume 10% maior de soja este ano

O Porto de Rio Grande prevê escoar entre março e setembro, período que concentra as exportações de grãos do Estado, volume de soja 10% superior ao embarcado no mesmo intervalo do ano passado, que foi de 9,918 milhões de toneladas. Em entrevista à Agência Estado, o diretor técnico da autarquia portuária, Darci Antônio Tartari, destacou a importância do agronegócio para o porto e as obras em curso para melhorar a operação no local. Em reuniões recentemente foram discutidas medidas para garantir o escoamento da safra, entre elas o acesso rodoviário ao porto. “A grande necessidade é a duplicação da BR-392 dentro na região do porto, porque quando os caminhões chegam aos terminais se defrontam com uma rodovia de pista simples”, contou Tartari. Até 29 de fevereiro, 722.314 mil toneladas de produtos do complexo soja (grão, farelo e óleo) tinham sido embarcadas, das quais 392.074 t somente de grãos.

Segundo Tartari, o agronegócio responde por cerca de 50% do total de cargas movimentadas no porto gaúcho. Dentre as cargas relacionadas à agropecuária estão produtos do complexo soja, trigo, milho, arroz, fertilizantes, tratores e colheitadeiras. Somente o complexo soja, com 11,673 milhões de t embarcadas, respondeu por 37,8% de tudo o que foi movimentado no porto em 2015. Considerando todas as cargas movimentadas no local, incluindo as atreladas a outros setores da economia, a projeção é de que um volume 8% maior passe pelo Porto de Rio Grande em 2016, em linha com o crescimento verificado em 2015.

Para melhorar a movimentação no porto serão realizadas obras de dragagem no canal de acesso ao Superporto (área onde estão localizados os terminais privados que exportam grãos) e ao Porto Novo (área pública onde há movimentação de celulose, madeira, fertilizantes, arroz e outras cargas, excluindo soja, milho e trigo). O início está previsto para o segundo semestre deste ano.

O contrato de dragagem foi assinado em julho do ano passado pelo então ministro da Secretaria Especial dos Portos (SEP) Edinho Araújo e envolve investimentos de R$ 368 milhões. O consórcio vencedor do processo licitatório é formado pelas empresas Jan de Nul do Brasil e Dragabrás, que deverão cuidar da retirada de cerca de 18 milhões de metros cúbicos de sedimentos do canal. Isso permitirá às empresas que operam terminais de grãos na área privada adequar seus berços para receber navios com calado de 47 pés.

Hoje, somente navios com até 41 pés podem atracar no Superporto. Dentre as empresas presentes nesta área estão Bunge, Bianchini, Termasa e Tergrasa - estas duas últimas controladas pelo Grupo CCGL (Cooperativa Central Gaúcha Ltda). “O acréscimo de um pé de calado, dependendo do navio, pode permitir o embarque de 2 mil a 3 mil toneladas a mais”, afirmou Tartari. No cais público ou Porto Novo, as obras servirão para a manutenção do calado atual, de 31 pés. A partir do começo da dragagem, de acordo com a superintendência do porto, a previsão é de que os trabalhos sejam finalizados em dez meses - ou seja, em 2017.

Caminhões

Diferentemente do que ocorre nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), que adotam um sistema de agendamento dos caminhões, no Porto de Rio Grande cada terminal privado administra seu próprio sistema de agendamento de forma independente - o que abre a possibilidade para que, em determinadas épocas, haja um número de caminhões superior à capacidade de recepção do porto. De acordo com a entidade, hoje existem 1.790 vagas em seis pátios de estacionamento.

Conforme Tartari, a superintendência do Porto de Rio Grande e a SEP vem trabalhando em um sistema que receberia as informações de agendamento de todas as empresas e as concentraria em um sistema único. Avalia-se a possibilidade, também, de instalar pórticos de controle ao longo do caminho dos caminhões, que identificariam quando um caminhão agendado passasse por ali e enviaria estes dados ao sistema. “Em um evento incomum, como um acidente de trânsito, o sistema poderia disparar um comando para todas as empresas pedindo a suspensão de uma carga em determinado dia”, comentou o diretor técnico do porto.​

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