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Notícias

13/04/2016

Confinamentos podem crescer 2% em 2016

Após recuar 5% no ano passado, o número de bovinos engordados no sistema intensivo - os chamados confinamentos - pode voltar a crescer em 2016, conforme o primeiro levantamento de intenção feito pela Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) junto aos pecuaristas e empresas associadas.

De acordo com o gerente-executivo da Assocon, Bruno Andrade, os associados da entidade pretendem confinar 745,7 mil cabeças do bovinos neste ano, aumento de 2% ante as 731 mil cabeças engordadas nos confinamentos no ano passado. Extrapolando o número além de seus associados, a entidade projeta que o rebanho confinado no país pode chegar a 4,031 milhões de cabeças. No ano passado, os pecuaristas brasileiros confinaram 3,952 milhões de bovinos.

Apesar da intenção de recuperação, o gerente da Assocon ressalva que ainda há muitos fatores em jogo que podem frustrar a expectativa inicial. A questão é que as margens da atividade de confinamento estão pressionadas pelas cotações elevadas do boi magro, principal custo de produção, e do milho. O cereal se valorizou 31% em 2016, de acordo com o indicador Esalq/BM&FBovespa.

Em Goiás, principal Estado confinador do país, as margens estão negativas, ressalta o gerente da Assocon. Uma simulação feita pela entidade aponta que cada bovino confinado em Goiás gerará um prejuízo equivalente ao valor de uma arroba (15 quilos) de boi gordo.

É nesse contexto que Andrade avalia que os pecuaristas poderão não enviar os animais que pretendem ao confinamento, mesmo porque quase metade ainda não foi adquirida. "Isso está fazendo com que muitos pecuarista esperem mais tempo para se definir", acrescenta.

Segundo ele, os produtores podem se decidir até julho. No Brasil, o gado bovino confinado ajuda a complementar a oferta de boi gordo no período de entressafra - entre os meses de abril e novembro -, quando as pastagens perdem qualidade. No confinamento, a gado é alimentado com grãos. De todo o montante de gado abatidos no Brasil, em torno de 10% sai dos confinamentos.​​

Autor:
Luiz Henrique Mendes

Fonte: