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15/04/2016

No Dia Nacional de Conservação do Solo, o Rio Rural destaca práticas incentivadas de preservação e manejo sustentável

​As principais questões ambientais que mobilizam diferentes setores da sociedade têm em comum a relação direta com um dos elementos mais importantes para a vida no planeta: o solo. Sua conservação ou degradação tem efeitos diretos no clima, no abastecimento de água, na produção de alimentos, na disseminação de doenças, entre outros aspectos essenciais para toda a sociedade.

O protagonismo do solo para o equilíbrio do meio ambiente volta a ser discutido no dia 15 de abril, quando é comemorado o Dia Nacional de Conservação do Solo, data estabelecida em 1989 em homenagem ao dia de nascimento do pesquisador norte-americano Hugh Bennett, um dos pioneiros no tema. O papel central do solo na sustentabilidade do ecossistema norteia as ações do Programa Rio Rural, que incentiva diversas técnicas de manejo adequado e preservação do solo.

“Os efeitos das práticas de conservação do solo adotadas pelo programa vão além dos benefícios para a agricultura, já que o solo é um elemento que influencia a biodiversidade e a retenção da água”, destaca Helga Hissa, coordenadora técnica do Rio Rural e mestre em Ciências do Solo. Ela explica que as técnicas implantadas nas microbacias beneficiadas pelo programa variam de acordo com as especificidades do solo em cada região e podem ser bastante diferentes em todo o estado.

Na Região Norte, por exemplo, uma das primeiras a adotar a metodologia do programa, destacam-se as técnicas de recuperação, já que o solo sofreu bastante com o alto índice de desmatamento que marcou a exploração econômica na região. Uma das técnicas implantadas pelos agricultores familiares é o sistema agrossilvipastoril, que consorcia pecuária, agricultura e floresta no mesmo espaço. A técnica é especialmente adequada aos pequenos produtores, pois ajuda a otimizar o espaço, respeitando a vocação agropecuária local.

Outra técnica bastante implantada na região é o pastoreio rotacionado, sistema de manejo intensivo de pastagem para criação de gado, que prevê o deslocamento diário dos animais em pequenas áreas subdividas na propriedade. A técnica respeita o tempo de crescimento das gramíneas, garantindo maior uniformidade e qualidade do pasto, recuperação da fertilidade do solo e eficiência produtiva.

Uma sólida relação com a água

Dentre as técnicas incentivadas pelo Rio Rural, uma das que mais contribuem para a preservação do solo, comum a todas as regiões fluminenses, é a proteção de nascentes.

A técnica consiste no cercamento dos mananciais para a preservação ou recuperação da vegetação do entorno, muitas vezes aliada ao reflorestamento das chamadas áreas de recarga, ou seja, o espaço próximo à nascente onde a água da chuva infiltra no lençol freático que abastece a fonte de água.

Essa técnica previne a erosão na área da nascente, evitando a sua extinção, além de reforçar a reserva de água subterrânea, o que também contribui para a fertilidade do solo. Para promover uma ação efetiva, o Rio Rural criou a campanha Água Limpa para o Rio Olímpico, que já estimulou a preservação de 3.120 nascentes em todo o estado, cerca de 50% a mais do que a meta inicial de 2.016 fontes de água, número criado em alusão às Olimpíadas que serão sediadas no próximo mês de agosto no Brasil. O volume estimado de água produzida por essas nascentes protegidas equivale a mais de quatro mil piscinas olímpicas cheias por ano.

Além da preservação de nascentes, o Rio Rural também estimula outras técnicas que conjugam proteção do solo e da água. A principal delas é a adubação verde, que diminui significativamente a utilização de agrotóxicos nas lavouras, evitando a contaminação dos lençóis freáticos que abastecem não só o campo, mas também as zonas rurais.

Vasto terreno de mobilização

A promoção de técnicas de conservação do solo ganhou especial destaque em 2015, que foi declarado pela ONU o Ano Internacional dos Solos. No Brasil, a mobilização sobre o tema culminou na conferência “Governança do Solo”, iniciativa do Tribunal de Contas da União (TCU), em parceria com diversas entidades, como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, o Ministério do Meio Ambiente, a Agência Nacional de Águas, entre outras. A conferência buscou chamar atenção para a temática do solo, que embora seja fundamental para diversas atividades humanas, ainda não está inserida de forma efetiva nos debates institucionais.

Para Denise Werneck de Paiva, chefe geral substituta da Embrapa Solos e chefe adjunta de transferência de tecnologia na mesma entidade, a comemoração do Dia Nacional de Conservação do Solo reforça a mobilização realizada no ano passado. “É muito importante uma data como essa para promover a conservação do solo. Nunca o solo esteve tão degradado como atualmente. As autoridades estão mais conscientes e as pessoas estão cada vez mais sensíveis à relação entre o solo e a produção de alimentos, bens e energia”, destaca a pesquisadora.

Segundo ela, a conferência “Governança do Solo” resultou nas diretrizes para o Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (Pronasolos), que vai criar instrumentos para a governança do solo no país. O programa está em fase de discussão e elaboração, sob a responsabilidade de especialistas de diversas entidades, como a Embrapa, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e várias universidades.

A preservação do solo ainda continua em pauta indiretamente em todo o mundo, já que a ONU declarou 2016 como o Ano Internacional das Leguminosas. O solo se beneficia de forma significativa com o plantio desse tipo de vegetal, que têm a propriedade de fixar nitrogênio, resultando em maior fertilidade do solo.

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