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02/06/2016

Certificado de soja aumenta rentabilidade por tonelada


Para ter um produto considerado responsável, o produtor precisa cumprir mais de 100 critérios e ser auditado por uma associação independente. A Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) se reúne em Brasília entre quarta e quinta para discutir o futuro da produção da oleaginosa e mostra as vantagens da certificação para o produtor rural. O certificado de soja responsável pode aumentar a rentabilidade de quem produz de US$ 2 para US$ 5 por tonelada.

Para conseguir o certificado, o produtor precisa cumprir mais de 100 critérios, que incluem questões ambientais, trabalhistas e sociais. Mas, de acordo com o presidente da entidade, Olaf Brugman, 80% das exigências já fazem parte da legislação brasileira. “Os outros critérios são boas práticas da implantação da agricultura no campo, que também são completamente apoiadas por estudos científicos. Então, não são critérios que a RTRS inventou sozinho, está tudo bem fundamentado”, explicou.

Além de agregar valor ao produto, o certificado também garante acesso priorizado a mercados exigentes, como a Europa. Atualmente, 25 países produzem soja responsável, com uma produção mundial passando das três milhões de toneladas, das quais quase metade é produzida no Brasil.

A soja certificada entrou no mercado pela primeira vez em 2011 e foi a Amaggi, uma empresa brasileira, que vendeu o primeiro lote. A diretora de sustentabilidade da Amaggi, Juliana Lopes, explica que a escolha veio de uma estratégia de mercado. “Cada vez mais os consumidores estão mais rigorosos em relação ao que eles compram, ao que eles consomem. Você se posicionando no mercado como a produção de soja sustentável é possível, você ganha um mercado diferenciado que reconhece isso”, disse Juliana.

Além de cumprir os critérios, para receber o certificado o produtor precisa passar por uma auditoria da RTRS. Como o comprador também paga uma taxa ao adquirir o produto, os custos da certificação acabam sendo distribuídos na cadeia de negócios.

Investimento
Para a produtora rural Dudy Paiva, que possui 905 hectares de soja certificada em Sorriso, no Mato Grosso, o processo exigiu uma mudança de comportamento e na rotina da fazenda. “Nós não tínhamos contratado uma engenharia do trabalho pra nos ajudar e tivemos que fazer isso. (Houve) mudança de onde a gente põe o combustível, por exemplo: nós tínhamos 600 litros de óleo queimado sem saber pra onde mandar e hoje a gente tem um caminhão que passa e leva embora”, disse.

Apesar dos custos, Dudy acredita que o investimento vai valer a pena. “Se a gente não por dinheiro não vai ter mudança e a gente vê que lá na frente, com certeza, nós vamos ter retorno desse dinheiro”, avaliou.

A certificação é apoiada pela WWF, uma das maiores organizações ambientalistas do mundo, que reconhece na iniciativa a garantia de uma produção de forma sustentável. “A soja não é um vilão, a soja é, talvez, uma das grandes garantias de segurança alimentar no mundo para as futuras gerações e nós temos cada vez mais certeza crescer a produção de soja tem espaço pra crescer sustentável e sem agredir o meio ambiente. O certificado é avaliado de forma independente e é a melhor garantia que se tem hoje no mundo de sustentabilidade de soja”, observou Jean-François Timmers, líder de soja da WWF Internacional.

Autor:
Manaíra Lacerda

Fonte: