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Notícias

07/06/2016

Commodities têm recuperação generalizada e podem entrar em novo ciclo de altas

Nesta segunda-feira, 6 de junho, as principais commodities registraram um dia de altas expressivas nas bolsas internacionais. O milho e o trigo em Chicago subiram mais de 2%; o café arábica mais de 3% em Nova York e o Robusta mais de 1,5% em Londres; o algodão e o petróleo mais de 2%. A soja, o zinco, ouro, a prata e o cobre também registraram um pregão positivo. 

Os traders parecem ter começado a semana acompanhando um comportamento já observado nas últimas semanas de um apetite ao risco um pouco mais aquecido, com os investidores migrando para ativos mais "arriscados" como as commodities, principalmente as agrícolas. Há algum tempo isso não acontecia. 

De acordo com especialistas ouvidos pela agência internacional Bloomberg, o ciclo de baixa de quatro anos das commodities - que levou os preços a testarem seus mais baixos patamares em um quarto de século - parece estar caminhando para o final e já é possível acompanhar uma recuperação generalizada. 

O Índice de Commodities Bloomberg, que acompanha 22 itens, está perto de fechar com uma alta de 20% em relação à sua mínima registrad em 20 de janeiro deste ano, confirmando portanto esse "momento positivo, de um bull market", como explicam analistas e consultores de mercado. 

Nesse período, as matérias-primas superam a performance de títulos, moedas e ações neste ano diante das especulações de que os estoques - que antes promoveram essa recente baixa nas cotações observada nos últimos ano - começam a ser reduzidos frente a uma demanda que só faz crescer. Assim, o Citigroup Inc. informou, em nota, nos últimos dias, que em meio a este movimento revisou para cima suas projeções de preços dos metais aos grãos, em uma recuperação liderada pelo petróleo. 

Em entrevista à Bloomberg, o diretor de commodities, com pesquisas na Ásia, do Société Genéralé, Mark Keenan afirma que "a retomada generalizada dos mercados de commodities surpreenderam muitos mercados. No entanto, apesar desse sentimento mais positivo do momento, o mercado permanece cauteloso, evoluindo de forma significativa, especialmente com os futuros do petróleo". Em janeiro, a commodity bateu em suas mínimas em 12 anos em todos os principais países produtores. 

Complexo soja na liderança

Ainda de acordo com o levantamento da Bloomberg, o farelo de soja e a soja em grão subiram mais do que qualquer outra commodity no Índice Bloomberg este ano. Os futuros de produtos agrícolas utilizados para a produção de alimentação animal e óleos do cozinha subiram, respectivamente, 58% e 33%. 

Os ganhos, segundo especialistas, se deram depois que perdas foram registradas na América do Sul, durante a safra 2015/16, e também diante das preocupações que a nova safra dos Estados Unidos já inspiram também diante da possibilidade de adversidades climáticas. 

Após um dos El Niños mais fortes de todos os tempos, o momento é de neutralidade climática. Na sequência, há a possibilidade de chegada de um novo La Niña. Sua duração e intensidade ainda não podem ser mensuradas, no entanto, há institutos de meteorologia que já afirmam que sua ocorrência conta com 75% de chances de se confirmar. 

De acordo com o Centro de Previsões Climáticas dos Estados Unidos, há chance de que o fenômeno de ocorra no final do ano. No entanto, sua formação pode acontecer mais cedo, entre julho e setembro. Já o instituto da Austrália prevê que esse processo se dê entre junho e agosto e que as chances são de 50%.

Dólar

Complementando o quadro, há a influência direta da trajetória do dólar no cenário internacional, principalmente diante das especulações sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos. A baixa recente da moeda norte-americana frente a uma série de outras divisas no cenário externo, afinal, foi outro fator de estímulo à essa recuperação das commodities em 2016. 

Os indicadores econômicos do país são positivos, mostram uma recuperação importante e poderiam permitir um alta na taxa, porém, na última sexta-feira (3), os dados de emprego levantaram algumas dúvidas sobre essa medida, segundo afirmou, em discurso nesta segunda-feira (6), a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen.

"Se o fluxo de dados for consistente com o fortalecimento das condições do mercado de trabalho e o progresso da inflação em direção a nosso objetivo de 2 por cento, como espero, novos aumentos graduais dos juros provavelmente serão apropriados e favoráveis para atingir e manter esses objetivos", disse a líder do Fed na Filadélfia. Complementando, disse ainda que "as incertezas são grandes para progredr em direção aos nossos objetivos e, por implicação, a postura adequada da política monetária dependerá de como essas incertezas evoluirem".

Autor:
Carla Mendes

Fonte: