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15/06/2016

Vazio sanitário da soja começa nesta quarta-feira em cinco estados

Medida visa colaborar com o controle da ferrugem asiática e proíbe o cultivo da soja entre os meses de junho e setembro. O vazio sanitário da soja começa nesta quarta-feira (15/06) no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima e São Paulo. A medida visa colaborar com o controle da ferrugem asiática, principal doença da soja, e proíbe o cultivo entre os meses de junho e setembro. Outra exigência do vazio sanitário é a destruição da soja guaxa, que nasce dos grãos que caíram na lavoura, na beira da estrada e terrenos baldios.

Segundo Rafael Soares, pesquisador da Embrapa Soja, é comum a perda de grãos durante a colheita e no transporte, por isso é importante destruir as plantas que nascem a partir desses grãos e evitar o desenvolvimento da ferrugem asiática dentro e fora da lavoura. “A ferrugem asiática sobrevive em torno de 50 dias e com esse vazio de 90 dias nós temos uma janela de segurança para reduzir a população da ferrugem”, diz o pesquisador.

Apesar da medida de segurança, Soares conta que a ferrugem é uma doença sempre presente nas lavouras. “Ela sempre aparece porque tem outros hospedeiros intermediários, mas a soja é seu hospedeiro preferencial”, afirma o pesquisador. “O principal benéfico [do vazio sanitário] é o atraso do início da doença na safra seguinte e, quando a ferrugem asiática chega, ela vem mais lentamente e a epidemia demora a ficar grave.”

A ação da ferrugem asiática


A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizie e age através da penetração na folha da soja, onde ela coloniza e produz esporos, que são como as sementes do fungo. Segundo Soares, a doença pode se espalhar facilmente com o transporte desses esporos pelo vento e pela chuva. Para evitar que ela se desenvolva existem duas formas recomendadas para destruir os restos culturais, o controle químico e o controle mecânico.

O químico é feito com aplicação de herbicida e, segundo o pesquisador da Embrapa Soja, é mais fácil e mais rápido, enquanto o controle mecânico é feito com o roçado. O custo investido no controle vai depender do produto escolhido pelo agricultor. “Cada controle é utilizado a depender do tamanho da área”, afirma Soares. Segundo o pesquisador, é áreas maiores é recomendado o controle químico.

De quem é a responsabilidade pelo controle?


Embora a responsabilidade de garantir que o vazio sanitário seja efetivo seja de todos, inclusive dos governos federal e estaduais, o produtor acaba sendo o principal responsável pela destruição da soja guaxa. Além disso, o produtor é o maior interessado em retardar a chegada da ferrugem asiática na safra seguinte.

O pesquisador Rafael Soares diz que o principal erro observado nesse controle é a falta de controle e monitoramento para saber se há casos de ferrugem na fazenda. “Parece que a atuação do produtor melhorou nos últimos anos, mas os estados não têm fiscalização suficiente para as regiões produtoras”, diz Soares. “Quanto mais pessoas fiscalizando é melhor, mas nós sabemos da restrição economia do governo, dificilmente teremos condições de ampliar a fiscalização, por isso vai depender da conscientização do produtor.”

O clima e a ferrugem asiática


Para Soares, devido à importância da doença e da cultura, o vazio sanitário tem sido imprescindível para a soja no Brasil. Porém, em entressafras mais chuvosas e com temperaturas mais amenas, fica mais difícil controlar a ferrugem. Segundo o pesquisador da Embrapa Soja, na região Centro-Oeste o vazio sanitário funciona melhor pela falta de chuva. Já no Sul do País, um inverno sem geadas acaba facilitando a sobra de plantas.

Vazio sanitário no Brasil


Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais: 1º de julho a 30 de setembro.
Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná: 15 de junho a 15 de setembro.
Bahia: 15 de agosto a 15 de outubro.
Pará e Maranhão: varia de acordo com o município.

Fonte: