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Notícias

20/06/2016

Comentários da semana para as culturas de milho e soja

Milho

A qualidade da 2ª safra de milho brasileira está bem comprometida, isso devido ao clima seco que atingiu grande parte das regiões produtoras do país, outras o excesso de umidade no Sul também prejudicou o desenvolvimento das plantas.

No Centro-Oeste do país, a estiagem impediu o crescimento e amadurecimento dos grãos, sendo que as perdas registradas podem ser bem altas.

Com este cenário, muitos produtores não poderão entregar o milho negociado antecipadamente.

No Sul o cenário foi bem diferente, algumas regiões chegaram a receber 270 mm de chuva no mês de maio, isto causa um impacto grande nos grãos que estavam no ponto de colheita.

A preocupação agora é com o inverno. A queda nas temperaturas e a ocorrência das geadas nos últimos dias levaram a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento a pensar nas perdas, principalmente no caso do milho de 2ª safra, que está mais vulnerável ao frio. Porém as dimensões das perdas só poderão ser calculadas depois de 6 a 8 dias após a geada.

A alta dos preços do milho dos últimos tempos no mercado doméstico, pode sofrer um impacto maior ainda, o que poderá ser sentido pelas cadeias produtivas de aves e suínos, que tem o milho como principal ingrediente da ração animal, sustentando mais ainda o preço no grão nos próximos meses.

O estado do Paraná está esperando colher uma safra de inverno com produção 7,2% acima da safra passada, porém, agora tudo depende do clima. Caso o clima realmente prejudique a safra, haverá a possibilidade de impacto positivo sobre o preço.

A previsão climática para o trimestre julho a setembro de 2016, preparada pelo CPTEC/INPE em conjunto com o INMET e os Centros Estaduais de Meteorologia.

No Centro-Oeste, a redução das chuvas implica no aumento do número de focos de calor e baixos valores de umidade relativa do ar, o que torna totalmente desfavorável o desenvolvimento da 2ª safra de milho.

Soja

Mesmo com as preocupações em relação ao clima quente, no curto prazo, as condições climáticas têm beneficiado as lavouras estadunidenses de soja.

No cenário atual, o plantio norte-americano da soja alcançou, até o dia 12 de junho, 92% da área estimada a ser semeada segundo informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), ante 85% no mesmo período da safra passada.

O avanço intersemanal foi de 9 pontos percentuais, levando o ritmo do plantio a superar em 7 pontos percentuais o resultado registrado no mesmo período do ano passado e a superar em 5 pontos percentuais o ritmo histórico do plantio nos últimos cinco anos.

Em relação a emergência, do total das lavouras semeadas, 79% já haviam emergido contra 72% da safra passada e da média dos últimos cinco anos.

As condições das lavouras, 74% das lavouras norte-americanas de milho se encontravam em condições consideradas boas e excelentes, alta de 2 pontos percentuais em relação à safra passada e, alta de 7 pontos percentuais em relação à média dos últimos 5 anos.

Com o rápido avanço no plantio da soja nos Estados Unidos, os preços futuros do grão registraram níveis queda na Bolsa de Chicago.

Em função dessas perspectivas, o contrato julho/2016 foi cotado a US$ 11,59/bushel, o que representou uma queda de 1,6% no período de uma semana.

A grande preocupação agora é com relação ao clima quente e seco das lavouras norte-americanas. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) informou suas previsões para três meses, prevendo que a La Niña, esperada durante o verão do Hemisfério Norte, persistirá até o próximo inverno. O fenômeno climático normalmente está relacionado a estiagem em regiões produtoras do grão nos Estados Unidos e no sul da América do Sul.

Autor:
Leonardo Sologuren
Horizon Company

Fonte: