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21/06/2016

Estudo internacional defende coexistência entre cultivo de alimentos e produção de biocombustíveis

​​Batizado de "Reconciling Food Security and Bioenergy: Priorities for Action [Conciliando a Segurança Alimentar e a Bioenergia: Prioridades para Ação]", o relatório foi elaborado por especialistas no tema de dez centros de pesquisa de sete países, entre as quais a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

De acordo com o documento, metas de produção de biocombustíveis, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável podem ser alcançadas simultaneamente, já que a área disponível no planeta não é um fator limitante para conciliar produção de alimentos e de bioenergia.

Segundo Gláucia Souza, do Instituto de Química da USP e membro da coordenação do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), o programa de etanol de cana do Brasil demonstrou que é possível compatibilizar o aumento de estímulos para restauração da terra e serviços ecossistêmicos, com o incremento da segurança alimentar e redução da pobreza. "Uma parte significativa da energia de um país pode ser fornecida por biomassa ao mesmo tempo em que a produção de alimentos é aumentada", ressalta Gláucia.

O estudo destaca, também, que a indústria do etanol de cana no Brasil é responsável por 4,5 milhões de empregos, melhora condições de subsistência no País e promove a infraestrutura e desenvolvimento rural. De acordo com o relatório, o zoneamento agroecológico desenvolvido em resposta às preocupações de sustentabilidade de biocombustíveis no Brasil tem influenciado outros setores agrícolas e ajudou a proteger a biodiversidade e as florestas, recursos importantes para a produção sustentável de alimentos em áreas rurais.

Para Keith Kline, do Instituto de Ciência da Mudança do Clima do pelo Laboratório Nacional Oak Ridge (ORNL, da sigla em inglês) e autor principal do documento, "é um erro ignorar os custos e benefícios dos biocombustíveis com base em modelos globais ou afirmações generalizadas".

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